Paíse: Itália
Gênero: Rock Progressivo Italiano
Álbum: Celeste II
Ano: 1991
Duração: 37:07
Músicos:
● Giorgio Battaglia: Baixo, Coro, Xilofone
● Francesco "Bat" Dimasi *: Bateria
● Mariano Schiavolini: Guitarra [Eletroacústica], Coral, Sintetizador [Eminente]
● Leonardo Lagorio: Saxofone soprano, saxofone tenor, saxofone [contralto], flauta, piano elétrico
● Ciro Perrino: Sintetizador [Eminent, Arp Odyssey], Voz principal, Coral, Marimba, Flauta, Percussão
Ouvir "Celeste II" exige, antes de tudo, um ajuste de expectativas. Não se trata de uma continuação do som bucólico e mágico que a banda apresentou em seu aclamado álbum de estreia, e isto pode ter um choque considerável.
O CELESTE conquistou seu lugar no panteão do Rock Progressivo Italiano (RPI) com seu álbum "Principe di un Giorno", lançado em 1976, uma verdadeira obra-prima pastoral movida a Mellotron, flautas e violões. No entanto, "Celeste II" é um trabalho completamente diferente. Gravado em 1977, pouco antes de o grupo encerrar suas atividades na época, o material ficou engavetado por anos até ser resgatado no início da década de 1990 (entre 1991 e 1992) pelo selo Mellow Records — gravadora co-fundada pelo baterista e tecladista da banda, Ciro Perrino, justamente para preservar raridades do Rock Progressivo Italiano. A principal diferença aqui é estilística. Em 1977, o CELESTE havia abandonado quase que totalmente a delicadeza sinfônica em favor do Jazz-Rock e do Fusion. A instrumentação muda o foco, dando um enorme protagonismo ao saxofone e abrindo espaço para longas improvisações (jams). A sensação geral é a de estar ouvindo uma banda em uma sala de ensaio experimentando novos caminhos, em vez de escutar um projeto de estúdio finalizado.
Esse resgate histórico pode dividir a audição em altos e baixos bem marcados: Faixas como "Setteottavi" mostram que os músicos tinham talento para o JazzFusion, com um trabalho de saxofone bastante inspirado. Há também pequenos oásis para os fãs antigos, como a belíssima (porém curta) "Lontano Profondo", onde os teclados e a flauta relembram a harmonia sublime do primeiro disco. O maior obstáculo do disco são as longas improvisações, como "Un Mazzo Di Ortiche" (que passa dos 13 minutos) e "La Danza Del Mare". Nelas, a banda soa dispersa, beirando a cacofonia em alguns momentos, sem a estrutura composicional que consagrou o Rock Progressivo da época.
Infelimente por se tratar de uma gravação resgatada de fitas antigas de ensaio/estúdio, a qualidade sonora é irregular. Faixas como "All'Ombra Di Un Fungo" chegam a soar como um bootleg (gravação pirata de fã), o que prejudica a imersão.
Em resumo, "Celeste II" deve ser analisado pelo que ele é, um documento histórico dos últimos suspiros criativos de uma banda lendária antes de sua dissolução. Para os fãs fervorosos de Jazz-Fusion e completistas do Rock Progressivo Italiano, há passagens instrumentais que valem o garimpo. No entanto, para quem está apenas começando a explorar o Prog italiano ou o próprio catálogo do CELESTE, este definitivamente não é o ponto de partida.
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
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| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Un Mazzo Di Ortiche | 13:11 |
| 02 | Settottavi | 10:06 |
| 03 | All'ombra Di Un Fungo | 08:20 |
| 04 | La Danza Del Mare | 14:40 |
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