O guitarrista e o
baixista contribuíram juntos em outro grupo, G.A.F. Essa obra do IMAGERY apresenta uma musicalidade soberba, que compensa composições não tão inspiradas.
Eles têm algumas execuções com um toque crimsoniano no estilo do disco "Red", o
que contribui para dar uma boa credibilidade a este álbum. Tomaram a sábia
decisão de deixar Henrique Loureiro, convidado nos teclados e piano, participar
na criação de algumas composições (faixas 3, 5 e 7). Sua diversidade de
técnicas, ritmos e andamentos é particularmente inventiva. Também foi uma
excelente escolha deixá-lo participar de todas as faixas, pois inclui sutis
pinceladas de música clássica ou psicodélico ao álbum.
Os vocais são
fracos. Sem personalidade, sem profundidade, cantando quase sempre na mesma
cadência.
Infelizmente,
este foi o seu único lançamento. No canal do Youtube deles tem algum material
inédito que gostei. E com exceção do Henrique Loureiro, não tenho conhecimento
da participação deles em outros projetos progressivos. Joceir Bertoni, que logo
após o lançamento desse disco se lançou em carreira solo, passou a criar
algumas músicas de rock. Para os amantes de progressivo, uma pena.
Voltando ao
trabalho objeto dessa resenha, apontarei mais alguns elementos: o baixo em
"Start the War" é incrível. A bateria está surpreendente em "The
Rain" e uma intensa guitarra pode ser encontrada na maioria das faixas,
especialmente na segunda.
As melhores
faixas vão de 1 a 5.
Em
termos de estilo, esse trabalho está um pouquinho mais para o lado do Prog Metal que
do Heavy Prog.
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