País: Reino Unido
Gêneros: Doom Metal, Stoner Rock, Stoner Metal
Álbum: The Carnival Bizarre
Ano: 1995
Lançamento: Setembro
Gravadora: Earache Records
Duração: 62:48
Músicos:
● Lee Dorrian: vocais e percussão
● Leo Smee: baixo, Mellotron e coro
● Gaz Jennings: guitarras, Mellotron, teclados e percussão
● Brian Dixon: bateria, percussão e coro
Lançado em setembro de 1995, "The Carnival Bizarre" marca o momento definitivo em que a banda inglesa CATHEDRAL abraçou completamente sua identidade excêntrica e consolidou sua transição sonora. Afastando-se das raízes puramente arrastadas e sombrias de seus primeiros trabalhos no Doom/Death Metal, o grupo liderado pelo vocalista Lee Dorrian mergulhou de cabeça em uma sonoridade que misturava o peso esmagador do Doom tradicional com a energia do Stoner Metal e do Hard Rock dos anos 1970. O resultado é uma obra lúdica, bizarra e deliciosamente pesada, que transformou a banda em uma das propostas mais singulares da cena metálica da década de 1990.
Musicalmente, o álbum é sustentado pela genialidade dos riffs de guitarra de Garry Jennings, que transbordam pura adoração ao BLACK SABBATH, mas com uma afinação espessa e um groove irresistível. A cozinha rítmica, formada pelo baixo pulsante de Leo Smee e pela bateria precisa de Brian Dixon, garante o peso monolítico das composições. Por cima de todo esse alicerce, reinam os vocais teatrais, rasgados e frequentemente insanos de Dorrian. Suas letras exploram temas clássicos de filmes de terror cult, ocultismo, bruxaria e bizarrices de parques de diversões, criando uma atmosfera que é, ao mesmo tempo, macabra e surpreendentemente divertida.
O repertório do disco é muito consistente e conta com alguns dos maiores clássicos da carreira da banda. A faixa de abertura, "Vampire Sun", dita perfeitamente o tom vibrante e pesado da obra, enquanto a icônica "Hopkins (The Witchfinder General)" se tornou o grande hino do CATHEDRAL, impulsionada por ganchos memoráveis e um refrão cativante. Outro momento de brilhantismo absoluto é a apocalíptica "Utopian Blaster", que traz a participação mais do que especial do mestre supremo dos riffs, Tony Iommi (BLACK SABBATH), cujas notas inconfundíveis abençoam a faixa e legitimam de vez a majestade Doom do álbum. Hoje em dia, "The Carnival Bizarre" repousa no panteão dos grandes clássicos do Metal, sendo uma peça-chave para o renascimento e a mutação do Doom Metal europeu. O disco não apenas cimentou a personalidade única do CATHEDRAL — provando que era possível fazer música densa com uma roupagem excêntrica e cheia de balanço —, como também abriu portas para toda uma nova geração de bandas do chamado Stoner Rock.
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
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| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Vampire Sun | 04:06 |
| 02 | Hopkins (The Witchfinder General) | 05:18 |
| 03 | Utopian Blaster | 05:41 |
| 04 | Night of the Seagulls | 07:00 |
| 05 | Carnival Bizarre | 08:35 |
| 06 | Inertia's Cave | 06:39 |
| 07 | Fangalactic Supergoria | 05:54 |
| 08 | Blue Light | 03:27 |
| 09 | Palace of Fallen Majesty | 07:43 |
| 10 | Electric Grave | 08:25 |

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