País: Austrália, Inglaterra
Gêneros: World Music
Álbum: Aion
Ano: 1990
Lançamento: Junho
Gravadora: 4AD Records
Duração: 38:11
Músicos:
● Brendan Perry: instrumentos e vocais
● Lisa Gerrard: instrumentos e vocais
● Robert Perry: gaita de foles
● John Bonnar: teclados e arranjos
● David Navarro Sust: vocais
● Andrew Robinson: viola da gamba baixo
● Lucy Robinson: viola da gamba tenor
● Anne Robinson: viola da gamba baixo
● Honor Carmody: viola da gamba tenor
Lançado em 11 de junho de 1990, "Aion" é o quinto álbum de estúdio do duo DEAD CAN DANCE e representa um dos momentos mais sublimes e ambiciosos de sua discografia, marcando uma imersão profunda na música litúrgica e secular da Renascença e da Idade Média. Gravado em uma antiga igreja reformada na Irlanda, o trabalho transcende os flertes com o Pós-Punk e o Dark Wave de seus primeiros discos para fundar uma sonoridade Neoclássica etérea única. A própria arte da capa, extraída de um fragmento do painel "O Paraíso Terrestre" da pintura O Jardim das Delícias Terrestres, de Hieronymus Bosch, dita perfeitamente o tom da obra: uma jornada mística, sagrada, profana e completamente atemporal.
A genialidade musical de "Aion" reside na capacidade de Brendan Perry e Lisa Gerrard de reinterpretar o passado europeu utilizando instrumentação autêntica da época — como saltérios, violas de gamba e sanfonas medievais (hurdy-gurdy) — combinada a sintetizadores climáticos e percussões tribais hipnóticas. O contraste entre os vocais é o coração do disco. Enquanto Perry entrega interpretações solenes, barítonas e poéticas que evocam o trovadorismo, Gerrard brilha com seus cantos em glossolália (sua famosa linguagem inventada) e alcance operístico quase divino, transformando peças como a vibrante dança italiana do século XIV, "Saltarello", e a imersiva "The Song of the Sibyl" em rituais sonoros avassaladores.
Com pouco mais de 35 minutos de duração, "Aion" funciona como uma cápsula do tempo cinematográfica, sendo erudito na pesquisa histórica, mas extremamente acessível pelo seu senso de melodrama e atmosfera. Ao fundir o experimentalismo contemporâneo com as estruturas da música sacra antiga, o DEAD CAN DANCE consolidou sua reputação como arquitetos de texturas sonoras inclassificáveis.
| Fontes pesquisadas |
|---|
|
| Faixas |
|---|
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | The Arrival and the Reunion | 01:39 |
| 02 | Saltarello | 02:34 |
| 03 | Mephisto | 00:54 |
| 04 | The Song of the Sibyl | 03:45 |
| 05 | Fortune Presents Gifts Not According to the Book | 06:30 |
| 06 | As the Bell Rings the Maypole Spins | 05:16 |
| 07 | The End of Words | 02:05 |
| 08 | Black Sun | 04:56 |
| 09 | Wilderness | 01:24 |
| 10 | The Promised Womb | 03:23 |
| 11 | The Garden of Zephirus | 01:18 |
| 12 | Radharc | 02:48 |
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente e Participe