País: Alemanha
Gêneros: Jazz-Rock/Fusion
Álbum: Infinity Machine
Ano: 1976
Lançamento: Março
Gravadora: Atlantic Records
Duração: 38:23
Músicos:
● Curt Cress: bateria e percussão
● Klaus Doldinger: saxofones, teclados e sintetizador
● Wolfgang Schmid: baixo e guitarra
● Kristian Schulze: teclados
Lançado em junho de 1976, "Infinity Machine" marca o fim da era de ouro da formação mais aclamada da banda alemã de Jazz-Rock PASSPORT. Após uma sequência brilhante que culminou no celebrado "Cross-Collateral", o grupo liderado pelo visionário Klaus Doldinger entrega aqui um disco de transição, considerado por muitos críticos como o "canto do cisne" dessa escalação estelar. Embora alguns críticos apontem que algumas faixas tendem para o "Soft Jazz" e peças quase voltadas a trilhas sonoras, a obra sustenta um virtuosismo técnico inegável e continua sendo um item de extremo valor para qualquer colecionador dedicado ao Fusion e ao Rock Progressivo instrumental.
O grande destaque do álbum recai sobre suas propostas mais rítmicas, especialmente a épica faixa de abertura, "Ju-Ju-Man". Com dez minutos de duração, a canção flerta audaciosamente com linhas de baixo sincopadas e uma pegada mais Funky, aproximando-se das fronteiras do que mais tarde explodiria como a disco music, mas sem perder o peso do Fusion. Outro ponto magistral é a faixa-título, "Infinity Machine", frequentemente descrita como um encontro explosivo entre as abordagens do ELP e a atmosfera do WEATHER REPORT. Nela, o peso funkeado domina, providenciando o terreno perfeito para intensas improvisações.
O entrosamento dos músicos é visceral, sendo o baixo estrondoso e percussivo de Wolfgang Schmid, a espinha dorsal de todo o ritmo, criando um balanço (groove) impossível de ignorar, enquanto o baterista Curt Cress descarrega uma energia maníaca e complexa em sua percussão. As ambiências e texturas climáticas do disco ficam a cargo dos teclados e do órgão Hammond distorcido de Kristian Schultze. Sobrevoando tudo isso está a execução impecável de Klaus Doldinger, cujos solos ferozes e precisos de saxofone provam, em cada compasso, por que o PASSPORT é uma verdadeira potência musical do Jazz-Rock da década de 1970.
| Fontes pesquisadas |
|---|
| Faixas |
|---|
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Ju-Ju-Man | 10:04 |
| 02 | Morning Sun | 05:49 |
| 03 | Blue Aura | 03:02 |
| 04 | Infinity Machine | 05:12 |
| 05 | Ostinato | 07:37 |
| 06 | Contemplation | 06:39 |
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