País: Reino Unido
Gêneros: Jazz-Rock, Art-Rock, Eclectic Prog
Álbum: When The Eagle Flies
Ano: 1974
Duração: 75:39
Músicos:
● Steve Winwood: vocais, piano acústico, órgão, Mellotron, sintetizador Moog e guitarras
● Jim Capaldi: bateria, percussão, teclados e vocais de apoio
● Chris Wood: flauta e saxofones
● Rosko Gee: baixo
Com:
● Rebop Kwaku Baah: percussão ("Graveyard People" e "When the Eagle Flies").
Lançado em setembro de 1974, "When the Eagle Flies" é o sétimo álbum de estúdio e o melancólico canto do cisne da formação clássica da banda britânica TRAFFIC. Marcando o fim de uma era, o disco foi o último lançamento do grupo antes de um hiato de quase 20 anos, já que Steve Winwood e Jim Capaldi só reviveriam o nome da banda em 1994. Comercialmente, o trabalho refletiu a forte popularidade que o grupo mantinha nos Estados Unidos, onde o disco estreou na 52ª posição e rapidamente alcançou o 9º lugar na Billboard 200, garantindo à banda seu quarto álbum de ouro consecutivo. No entanto, a recepção em sua terra natal, foi muito mais fria, com o álbum atingindo apenas a 31ª posição nas paradas antes de desaparecer rapidamente.
Musicalmente, a obra abraça uma atmosfera densa, combinando o Rock Progressivo e o Jazz-Rock com um tom mais enxuto, sombrio e sofisticado. O disco marca a forte imersão do vocalista e tecladista Steve Winwood na tecnologia de sintetizadores analógicos, incorporando instrumentos como o Moog e o Mellotron para criar a sonoridade mais Psicodélica da banda desde o seu álbum de estreia, "Mr. Fantasy". Entre os destaques estão a concisa faixa de abertura "Something New", as instigantes "Graveyard People" e "Walking in the Wind", além da épica "Dream Gerrard" — uma densa jam de 11 minutos com letras surreais de Viv Stanshall inspiradas no poeta francês do século XIX, Gérard de Nerval.
Por trás das gravações, o álbum reflete a tensão e o desgaste de uma banda prestes a se desfazer. Produzido pelo chefe da gravadora Island Records, Chris Blackwell, o TRAFFIC foi reduzido a um quarteto formado por Winwood, Capaldi (que retornou com grande destaque à bateria), o flautista/saxofonista Chris Wood e o novo baixista Rosko Gee. O percussionista Rebop Kwaku Baah foi demitido durante as sessões devido a comportamentos erráticos no palco, embora tenha deixado sua marca registrada em duas faixas do disco. A instrumental "Moonchild Vulcan", composta por Wood, também acabou sendo descartada do corte final. A instabilidade gerada pelos problemas de saúde e vícios de Wood, em conflito direto com o forte perfeccionismo musical de Winwood, criou uma fratura que levaria a banda a encerrar suas atividades abruptamente no meio da turnê promocional daquele mesmo ano.
Hoje, o legado de "When the Eagle Flies" divide opiniões: enquanto parte dos críticos o vê como uma conclusão cansada e decepcionante, outros o consideram um trabalho fantástico, subestimado e maduro, pronto para ser reavaliado. No fim das contas, o álbum captura perfeitamente o pôr do sol de uma das bandas mais inventivas do Rock, registrando o momento exato em que a colaboração musical mágica do TRAFFIC deu seu último suspiro antes que a porta se fechasse e as luzes se apagassem.
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
|---|
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Something New | 03:15 |
| 02 | Dream Gerrard | 11:03 |
| 03 | Graveyard People | 06:05 |
| 04 | Walking in the Wind | 06:48 |
| 05 | Memories of a Rock n' Rolla | 04:50 |
| 06 | Love | 03:20 |
| 07 | When the Eagle Flies | 04:24 |
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