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terça-feira, outubro 15

ALQUIN ● Marks ● 1972

Artista: ALQUIN
País: Holanda
Gêneros: Eclectic Prog, Jazz-Rock, Psychedelic Roc
Álbum: Marks
Ano: 1972
Lançamento: Dezembro
Gravadora: Polydor Records
Duração: 40:07

Músicos:
● Job Tarenskeen: vocaiS, saxofones alto, tenor e sopranino e percussão
● Ferdinand Bakker: guitarra, piano, sintetizador ARP, violino e vocais
● Dick Franssen: órgão, piano e piano elétrico
● Ronald Ottenhoff: saxofones alto, tenor e soprano e flauta
● Hein Mars: baixo e vocais
● Paul Weststrate: bateria e vocais

Lançado em dezembro de 1972, "Marks" é o álbum de estreia da banda holandesa ALQUIN. Trata-se de um daqueles discos de estreia que revelam uma banda já plenamente formada artisticamente. Enquanto muitos grupos europeus de Rock Progressivo da época buscavam reproduzir a sonoridade inglesa, o ALQUIN construiu uma identidade própria ao fundir Jazz-Rock, Folk, Psicodelia e improvisação com notável naturalidade. A presença constante do saxofone e da flauta de Ronald Ottenhoff, os teclados de Dick Franssen e o trabalho refinado de guitarra e violino de Ferdinand Bakker conferem ao álbum uma sonoridade rica e extremamente orgânica. Embora existam referências perceptíveis, o resultado jamais soa derivativo, mas sim como uma interpretação muito pessoal dessas influências.

A primeira metade do álbum apresenta um caráter mais experimental e fortemente orientado ao Jazz, alternando passagens instrumentais sofisticadas com momentos de improvisação coletiva. Faixas como "Oriental Journey" e "Soft Royce" demonstram o virtuosismo dos músicos sem cair no exibicionismo técnico, enquanto "Mr. Barnum Jr.'s Magnificent & Fabulous City", registrada ao vivo, evidencia a capacidade da banda de desenvolver atmosferas livres e quase cinematográficas. Na segunda metade, o disco torna-se mais melódico e acessível, culminando na magnífica "I Wish I Could", uma suíte de quase doze minutos considerada por muitos especialistas e fãs uma das maiores composições da história do Rock Progressivo holandês. A canção sintetiza perfeitamente a essência do ALQUIN: construção gradual, belíssimos temas melódicos, mudanças de dinâmica, arranjos sofisticados e uma execução coletiva impecável. O encerramento com "You Always Can Change", "Marc's Occasional Showers" e "Catharine's Wig" mantém a diversidade estilística e demonstra que a banda transitava com facilidade entre o Jazz, o Folk e o Rock Progressivo. 

Mesmo sem alcançar o reconhecimento internacional obtido por diversos contemporâneos britânicos, "Marks" permanece como uma das obras fundamentais do Prog europeu da década de 1970 e um dos grandes clássicos da cena holandesa. O álbum impressiona pela maturidade das composições, pela qualidade dos arranjos e pelo equilíbrio entre experimentação e musicalidade, características que seriam ainda mais desenvolvidas nos discos seguintes da banda. 

Faixas
Nº   Título Duração 
01 Oriental Journey 04:22
02 The Least You Could Do Is Send Me Some Flowers 02:26
03 Soft Royce 06:57
04 Mr. Barnum Junior's Magnificent and Fabulous City (Live)  05:36
05 I Wish I Could 11:47
06 You Always Can Change 03:05
07 Marc's Occasional Showers 03:23
08 Catherine's Wig 02:38

Faixa Bônus
09 Hard Royce 02:40
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