País: Holanda
Gêneros: Eclectic Prog, Jazz-Rock, Psychedelic Roc
Álbum: Marks
Ano: 1972
Lançamento: Dezembro
Gravadora: Polydor Records
Duração: 40:07
Músicos:
● Job Tarenskeen: vocaiS, saxofones alto, tenor e sopranino e percussão
● Ferdinand Bakker: guitarra, piano, sintetizador ARP, violino e vocais
● Dick Franssen: órgão, piano e piano elétrico
● Ronald Ottenhoff: saxofones alto, tenor e soprano e flauta
● Hein Mars: baixo e vocais
● Paul Weststrate: bateria e vocais
Lançado em dezembro de 1972, "Marks" é o álbum de estreia da banda holandesa ALQUIN. Trata-se de um daqueles discos de estreia que revelam uma banda já plenamente formada artisticamente. Enquanto muitos grupos europeus de Rock Progressivo da época buscavam reproduzir a sonoridade inglesa, o ALQUIN construiu uma identidade própria ao fundir Jazz-Rock, Folk, Psicodelia e improvisação com notável naturalidade. A presença constante do saxofone e da flauta de Ronald Ottenhoff, os teclados de Dick Franssen e o trabalho refinado de guitarra e violino de Ferdinand Bakker conferem ao álbum uma sonoridade rica e extremamente orgânica. Embora existam referências perceptíveis, o resultado jamais soa derivativo, mas sim como uma interpretação muito pessoal dessas influências.
A primeira metade do álbum apresenta um caráter mais experimental e fortemente orientado ao Jazz, alternando passagens instrumentais sofisticadas com momentos de improvisação coletiva. Faixas como "Oriental Journey" e "Soft Royce" demonstram o virtuosismo dos músicos sem cair no exibicionismo técnico, enquanto "Mr. Barnum Jr.'s Magnificent & Fabulous City", registrada ao vivo, evidencia a capacidade da banda de desenvolver atmosferas livres e quase cinematográficas. Na segunda metade, o disco torna-se mais melódico e acessível, culminando na magnífica "I Wish I Could", uma suíte de quase doze minutos considerada por muitos especialistas e fãs uma das maiores composições da história do Rock Progressivo holandês. A canção sintetiza perfeitamente a essência do ALQUIN: construção gradual, belíssimos temas melódicos, mudanças de dinâmica, arranjos sofisticados e uma execução coletiva impecável. O encerramento com "You Always Can Change", "Marc's Occasional Showers" e "Catharine's Wig" mantém a diversidade estilística e demonstra que a banda transitava com facilidade entre o Jazz, o Folk e o Rock Progressivo.
Mesmo sem alcançar o reconhecimento internacional obtido por diversos contemporâneos britânicos, "Marks" permanece como uma das obras fundamentais do Prog europeu da década de 1970 e um dos grandes clássicos da cena holandesa. O álbum impressiona pela maturidade das composições, pela qualidade dos arranjos e pelo equilíbrio entre experimentação e musicalidade, características que seriam ainda mais desenvolvidas nos discos seguintes da banda.
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
|---|
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Oriental Journey | 04:22 |
| 02 | The Least You Could Do Is Send Me Some Flowers | 02:26 |
| 03 | Soft Royce | 06:57 |
| 04 | Mr. Barnum Junior's Magnificent and Fabulous City (Live) | 05:36 |
| 05 | I Wish I Could | 11:47 |
| 06 | You Always Can Change | 03:05 |
| 07 | Marc's Occasional Showers | 03:23 |
| 08 | Catherine's Wig | 02:38 |
| Faixa Bônus | ||
| 09 | Hard Royce | 02:40 |
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