País: Reino Unido
Gêneros: Heavy Psych, Psychedelic Rock, Folk Rock, Blues Rock
Álbum: Reflections on a Life
Ano: 1971
Lançamento: Outubro
Gravadora: Ember Records
Duração: 47:17
Músicos:
● JMartin Cure: vocais e flautas
● Terry Howells: órgão Hammond
● Graham Amos: baixo
● Alan Savage: bateria
Lançado em 1971 pela gravadora Ember Records e gravado no Rockfield Studios, "Reflections on a Life" é o terceiro e último álbum da banda galesa de Rock Psicodélico e Progressivo BLONDE ON BLONDE. O disco foi concebido como uma obra conceitual focada em narrar a história da vida de um homem "menos que comum". Durante o período que antecedeu as gravações, a banda sofreu atritos internos que levaram à saída do baixista Richard Hopkins, rapidamente substituído pelo guitarrista Graham Davies, que teve de aprender a tocar baixo em tempo recorde para se juntar a David Thomas, Gareth Johnson e Les Hicks. Curiosamente, a gravadora estava relutante em financiar o álbum e preferia que a banda gravasse apenas um single; em resposta, o grupo ofereceu duas músicas — uma sobre um psicopata que mata a família e outra sobre incesto —, o que fez com que o selo recuasse e os deixasse em paz para gravar o disco completo.
Musicalmente, o álbum é frequentemente descrito como uma verdadeira mistura de estilos ("hotch-potch"), transitando de forma inconsistente entre o Rock Pós-Psicodélico, o Blues e os arranjos acústicos. Essa variedade traz momentos bastante inusitados, como a faixa de abertura "Gene Machine", que conta com vocais invertidos e um som latejante de batimentos cardíacos, e a frenética "Happy Families". A experimentação continua com o uso surpreendente de um banjo em "Bar Room Blues" e com a excêntrica instrumental "No. 2 Psychological Decontamination Unit". O grande destaque sonoro fica para a faixa de encerramento, "Chorale (Forever)", que conta com a participação especial do tecladista Kips Brown (da banda Spring) tocando Mellotron, preenchendo a música com belos acordes que simulam cordas e metais.
Apesar de sua ambição e criatividade, a recepção crítica de "Reflections on a Life" aponta que a falta de foco e a mistura inconsistente de estilos podem ter contribuído para o seu fracasso comercial. Críticos notam que as grandes ideias do disco acabam dividindo espaço com execuções menos inspiradas, e que a natureza conceitual da obra se limitou basicamente às letras, faltando uma verdadeira coesão musical entre as faixas. Frustrados com a falta de promoção da gravadora e com as baixas vendas, os membros da banda acabaram se separando no início de 1972. Contudo, o álbum sobreviveu ao teste do tempo como um documento fascinante da evolução da música progressiva, e suas cópias originais em vinil são hoje consideradas raridades que valem muito dinheiro entre colecionadores.
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