País: Estados Unidos
Gêneros: Art Rock, Psych Rock, Acid Rock, Hard Rock
Álbum: Love it to Death
Ano: 1971
Lançamento: Março
Gravadora: Straight/Warner Bros.
Duração: 36:58
Músicos:
Lançado em março de 1971, "Love It to Death" marca o momento decisivo em que a banda ALICE COOPER abandonou o som psicodélico e confuso de seus dois primeiros discos para abraçar um estilo de Hard Rock agressivo e coeso. A mudança do grupo para Detroit expôs os músicos à energia crua de bandas locais como THE STOOGES e MC5, influenciando profundamente essa nova direção musical mais pesada. Sob a orientação rigorosa do jovem produtor Bob Ezrin, que na época tinha apenas 19 anos, a banda ensaiou exaustivamente de dez a doze horas por dia para refinar suas composições e consolidar um som Proto-Metal, relançando-se efetivamente como um dos pilares do Shock Rock e da renascença do Hard Rock de Detroit.
O grande destaque musical e o grande propulsor comercial do disco é "I'm Eighteen", um hino áspero sobre a angústia adolescente e a dúvida existencial, impulsionado por um riff de guitarra distorcido em Mi menor que garantiu à banda seu primeiro hit no Top 40. Além de faixas de Rock direto como "Caught in a Dream" e "Is It My Body", o álbum brilha em seus momentos de pura teatralidade sombria, como na densa "Black Juju" e na dramática "Ballad of Dwight Fry". Esta última, que detalha o colapso mental de um paciente de asilo através de vocais frenéticos e um arranjo inquietante, traduziu-se em performances lendárias ao vivo nas quais Cooper cantava usando uma camisa de força. A qualidade da obra foi sustentada pela brilhante interação das guitarras de Glen Buxton e Michael Bruce, aliada às linhas de baixo melódicas de Dennis Dunaway, que transcenderam os clichês do Rock da época.
O impacto e o legado de *Love It to Death* foram imensos, levando o álbum a alcançar a 35ª posição na Billboard 200 e, posteriormente, a conquistar o disco de platina, mesmo em meio à controvérsia de sua capa original — que trazia o polegar de Cooper posicionado estrategicamente para se assemelhar a um pênis, detalhe que precisou ser censurado repetidas vezes em edições posteriores. Muito mais do que um sucesso comercial, o álbum não apenas definiu a persona definitiva e macabra de Alice Cooper e seus shows extravagantes repletos de execuções simuladas, mas também serviu de fundação para novos gêneros musicais. Com sua mistura de rebelião crua, teatralidade e alienação juvenil, a obra tornou-se uma influência crucial para o desenvolvimento do Punk e do Heavy Metal, inspirando diretamente ícones como os RAMONES e John Lydon (SEX PISTOLS), além de diversas bandas de Metal das décadas seguintes.
| Fontes pesquisadas |
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| Faixas |
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| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Caught in a Dream | 3:10 |
| 02 | I'm Eighteen | 2:59 |
| 03 | Long Way to Go | 3:04 |
| 04 | Black Juju | 9:14 |
| 05 | Is It My Body | 2:34 |
| 06 | Hallowed Be My Name | 2:30 |
| 07 | Second Coming | 3:04 |
| 08 | Ballad of Dwight Fry | 6:33 |
| 09 | Sun Arise | 3:50 |
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