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terça-feira, outubro 16

ALICE COOPER ● Love it to Death ● 1971

Artista:
ALICE COOPER
País: Estados Unidos
Gêneros: Art Rock, Psych Rock, Acid Rock, Hard Rock
Álbum: Love it to Death
Ano: 1971
Lançamento: Março
Gravadora: Straight/Warner Bros.
Duração: 36:58

Músicos:
● Alice Cooper: vocais principais e gaita.
● Glen Buxton: guitarra solo.
● Michael Bruce: guitarra base, teclados e vocais de apoio.
● Dennis Dunaway: baixo e vocais de apoio.
● Neal Smith: bateria e vocais de apoio.
● Bob Ezrin: teclados em faixas específicas (como músico adicional)

Lançado em março de 1971, "Love It to Death" marca o momento decisivo em que a banda ALICE COOPER abandonou o som psicodélico e confuso de seus dois primeiros discos para abraçar um estilo de Hard Rock agressivo e coeso. A mudança do grupo para Detroit expôs os músicos à energia crua de bandas locais como THE STOOGESMC5, influenciando profundamente essa nova direção musical mais pesada. Sob a orientação rigorosa do jovem produtor Bob Ezrin, que na época tinha apenas 19 anos, a banda ensaiou exaustivamente de dez a doze horas por dia para refinar suas composições e consolidar um som Proto-Metal, relançando-se efetivamente como um dos pilares do Shock Rock e da renascença do Hard Rock de Detroit.

O grande destaque musical e o grande propulsor comercial do disco é "I'm Eighteen", um hino áspero sobre a angústia adolescente e a dúvida existencial, impulsionado por um riff de guitarra distorcido em Mi menor que garantiu à banda seu primeiro hit no Top 40. Além de faixas de Rock direto como "Caught in a Dream" e "Is It My Body", o álbum brilha em seus momentos de pura teatralidade sombria, como na densa "Black Juju" e na dramática "Ballad of Dwight Fry". Esta última, que detalha o colapso mental de um paciente de asilo através de vocais frenéticos e um arranjo inquietante, traduziu-se em performances lendárias ao vivo nas quais Cooper cantava usando uma camisa de força. A qualidade da obra foi sustentada pela brilhante interação das guitarras de Glen Buxton e Michael Bruce, aliada às linhas de baixo melódicas de Dennis Dunaway, que transcenderam os clichês do Rock da época.

O impacto e o legado de *Love It to Death* foram imensos, levando o álbum a alcançar a 35ª posição na Billboard 200 e, posteriormente, a conquistar o disco de platina, mesmo em meio à controvérsia de sua capa original — que trazia o polegar de Cooper posicionado estrategicamente para se assemelhar a um pênis, detalhe que precisou ser censurado repetidas vezes em edições posteriores. Muito mais do que um sucesso comercial, o álbum não apenas definiu a persona definitiva e macabra de Alice Cooper e seus shows extravagantes repletos de execuções simuladas, mas também serviu de fundação para novos gêneros musicais. Com sua mistura de rebelião crua, teatralidade e alienação juvenil, a obra tornou-se uma influência crucial para o desenvolvimento do Punk e do Heavy Metal, inspirando diretamente ícones como os RAMONES e John Lydon (SEX PISTOLS), além de diversas bandas de Metal das décadas seguintes.

Fontes pesquisadas
  • Progarchives
  • Rate Your Music
Faixas
Nº   Título Duração 
01 Caught in a Dream 3:10
02 I'm Eighteen 2:59
03 Long Way to Go 3:04
04 Black Juju 9:14
05 Is It My Body 2:34
06 Hallowed Be My Name  2:30
07 Second Coming 3:04
08 Ballad of Dwight Fry 6:33
09 Sun Arise 3:50
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