País: Estados Unidos
Gênero: Symphonic Prog
Álbum: The Plight of Lady Oona
Ano: 2014
Lançamento: Abril
Duração: 44:24
Músicos:
● Anton Roolaart: vocais, guitarras, bandolim, teclados, piano, baixo (faixa 5), percussão, programação de bateria adicional e arranjos
Com:
● Vinnie Puryear: baixo
● Rave Tesar: partes adicionais de piano/teclado na faixa 3 e várias partes em outras faixas, voz falada na faixa 6
● Kendall Scott: piano, solo de sintetizador na faixa 1, teclados na faixa 3
● Pieter van Hoorn: Bateria (faixas 1, 2, 4, 6)
● Michael Frasche: bateria (faixa 3)
● Annie Haslam: vocalista convidada (faixa 3)
Lançado em 24 de abril de 2014, "The Plight of Lady Oona" é o segundo álbum do músico norte-americano de origem holandesa Anton Roolaart. Com aproximadamente 44 minutos distribuídos em seis faixas, a obra apresenta uma abordagem essencialmente sinfônica e atmosférica do Rock Progressivo, combinando guitarras, teclados, Mellotron, sintetizadores e passagens acústicas. Roolaart assume grande parte das funções instrumentais — vocais, guitarras, piano, teclados, percussão, programação de bateria e baixo em “Memoires” —, mas conta com a participação de músicos como Vinnie Puryear, Rave Tesar, Kendall Scott e Pieter van Hoorn.
Musicalmente, o álbum privilegia a melodia, a atmosfera e a construção gradual, em vez do virtuosismo exibicionista. “Gravity”, que abre o disco, estabelece esse caminho com vocais suaves, guitarras e camadas orquestrais de teclados, enquanto “Stars Fall Down” aprofunda o caráter contemplativo por meio de Mellotron, sintetizadores e guitarra. A crítica especializada identificou no trabalho ecos de GENESIS, YES, CAMEL e PINK FLOYD, além da tradição do rock sinfônico dos anos 1970. O resultado é um Prog de caráter elegante e acessível, no qual as diferentes camadas instrumentais se complementam sem transformar as composições em demonstrações técnicas. O ponto culminante do álbum é a faixa-título, uma suíte de 13 minutos e 49 segundos que conta com os vocais marcantes de Annie Haslam, lendária vocalista do RENAISSANCE, cuja voz cristalina estabelece um contraste marcante com os momentos mais densos e graves da composição. A faixa percorre diferentes ambientes, passando por linhas de baixo, órgão, Mellotron, piano, guitarra clássica e momentos de maior intensidade, sem perder sua característica contemplativa. “Standing in the Rain” segue uma direção mais sombria, enquanto o instrumental “Memoires” funciona como uma pausa delicada; já “The Revealing Light”, encerrando o disco, combina violão, guitarra elétrica, Mellotron, teclados e elementos de Spoken Word.
Enfim, "The Plight of Lady Oona" talvez não seja um álbum destinado a quem procura o lado mais agressivo ou experimental do Rock Progressivo, mas é justamente sua coerência atmosférica que constitui uma de suas maiores qualidades. As críticas destacaram a fluidez entre as faixas e recomendaram sua audição como uma experiência única e contínua, preferencialmente com atenção aos pequenos detalhes sonoros. O resultado é um trabalho de Prog Sinfonico melódico, refinado e cinematográfico, que recupera elementos clássicos do gênero sem simplesmente reproduzi-los.
| Fontes pesquisadas |
|---|
| Faixas |
|---|
| Nº | Título | Duração |
|---|---|---|
| 01 | Gravity | 07:04 |
| 02 | Stars Fall Down | 05:24 |
| 03 | The Plight of Lady Oona | 13:49 |
| 04 | Standing In The Rain | 04:53 |
| 05 | Memoires | 04:56 |
| 06 | The Revealing Light | 08:18 |
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