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terça-feira, março 24

ENGLAND ● Box of Circles ● 2018

Artista: ENGLAND
País: Reino Unido
Gêneros: Symphonic Prog, Eclectic Prog
Álbum: Box of Circles
Ano: 2018
Lançamento: Julho
Gravadora: Nu Music / Green Tree Records
Duração: 58:45

Músicos:
● Robert Webb: teclados, clavinete, mellotron, violão, lap guitar e vocais
● Jode Leigh: bateria, percussão, vibrafone e vocais
● Martin Henderson: baixo
● Franc Holland: guitarras e vocais

Com:
● Steve Laffy: bateria e percussão
● Marc Atkinson (Riversea): violão
● Al Johnson: guitarras
● Eun Jung Lee: piano
● Jonny Gee: contrabaixo
● Maggie Alexander: vocais, teclados
● Clara Kanter: vocais de apoio
● Nina Kanter: vocais de apoio
● Jenny Darren: vocais de apoio 
● Ytaka Masuda: vocais de apoio 
● Henry Dagg: vocais de apoio
● Sjaak van der Bent: vocais de apoio
● Keith Abbs: vocais de apoio 
● Malcolm Abbs: vocais de apoio 
● Dee Griffiths: vocais de apoio 
● Jandira Silva: vocais de apoio 
● Bryony Maddern: vocais de apoio

Falar da banda ENGLAND é, para muitos colecionadores de Rock Progressivo, evocar o "Santo Graal" do gênero com o clássico "Garden Shed" de 1977. No entanto, em 2018, o líder Robert Webb reviveu o nome da banda para lançar "Box of Circles", um projeto que tentou trazer o espírito sinfônico da era de ouro para o século XXI. O álbum não é apenas uma tentativa (frustrada - para muitos fãs e críticos) de emular o passado, mas uma conclusão de ideias que Webb vinha maturando há décadas, mantendo a complexidade e a riqueza melódica que definiram a identidade do grupo.

As letras do álbum mergulham em uma jornada existencial, utilizando a metáfora dos "círculos" e da "roda da fortuna" para explorar o destino, a moralidade e a passagem do tempo. Faixas como "Masters of War" (releitura de Bob Dylan) e "God Must Be A Boogieman" (Joni Mitchell) trazem uma carga crítica e filosófica, enquanto temas como "Timelessness" reforçam a natureza cíclica da vida, onde o fim de uma fase é sempre o início de outra, encapsulando a alma do Rock Progressivo literário.

Musicalmente, o álbum desafia as estruturas convencionais com arranjos que visitam desde o neoclássico em "Carmina Burana" até o Jazz-Fusion sutil. A presença de percussões ricas e camadas de sintetizadores analógicos cria uma atmosfera imersiva, típica das grandes obras do ENGLAND. Os vocais de Maggie Alexander adicionan uma camada angelical e distinta, contrastando com as passagens instrumentais densas e os solos de teclado virtuosos que são o coração pulsante da obra.

Deleite para os amantes de Mellotron, sintetizadores analógicos e arranjos vocais sofisticados, "Box of Circles" mantém o foco nas composições estruturadas, com mudanças de tempo fluidas e harmonias que lembram nomes como YES e GENESIS, mas com o toque excêntrico e puramente inglês, marca registrada do ENGLAND

Fontes pesquisadas
Faixas
Nº   Título Duração 
01 Carmina Burana 04:00
02 Destiny 06:01
03 Hymn 03:50
04 Masters of War 04:18
05 God Must Be A Boogieman   04:23
06 Timelessness 05:15
07 Fags, Booze & Lottery 04:47
08 It Couldn't Be You 04:09
09 Wheel of Fortune 04:18
10 Fine Alley 05:52

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