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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Prof. Wolfff - Prof. Wolfff [1972] [REMASTERED WITH BONUS TRACK] - Germany / Alemanha

Biografia



O grupo foi formado em 1971, na região sul da Alemanha, por Klaus-Peter Schweitzer (guitarra, piano e vocais), responsável pela maior parte das letras  escritas em alemão (isso não era muito frequente no cenário Krautrock da época). Rolf-Michael Schickle (órgão), Mondo Zech (baixo), Michael Sametinger (bateria e percussão) e Friz Herrmann (guitarra, vocais e harmônica) completavam o line-up. Segundo o site ProgArchives, o incomum nome da banda vem de uma situação curiosa: certo dia, o líder da banda, Klaus-Peter Schweitzer, enquanto estava num Café, ao ver um outro cliente, um homem vestido de maneira desleixada, perguntou a garçonete o seu nome. A resposta foi apenas "Prof. Wolfff". Por algum motivo aquele homem estranho, sujo e mal vestido, povoou a imaginação de Schweitzer e a partir daí adotando o nome para a banda.

A banda separou-se pouco depois do lançamento do disco, em partes devido a obrigatoriedade do baixista Mondo Zech em servir o serviço militar.

Alguns membros do grupo tentaram reavivar o Prof. Wolfff com dois projetos, Prof. Wolfff Ensemble e Prof. Wolfff III, com uma pegada mais próxima do Jazz-Fusion e do jazz-rock em formação. Tais projetos não produziram gravações. 

Prof. Wolfff [1972]


Esse disco, homônimo foi gravado em outubro de 1971 no estúdio Jankowsky, Stuttgart, e foi produzido por Jonas Porst, o gerente da IHRE KINDER. Após alguns shows e aparições públicas, o grupo adquiriu a fama de “banda política”, por sua abordagem crítica da situação de seu país, além de alfinetadas em feridas mais profundas, que a Alemanha gostaria de esquecer.

No entanto a temática das pesadas letras, acaba por ir além, criticando como já disse, o comportamento, não só o contexto. 

Além das letras, a sonoridade é um atrativo a mais, a banda segue a linha Hard Prog, calcada num setor rítmico bluesado, e por um fraseado de guitarras cruas e puras, em certos aspectos, bastante toscas. O destaque vai mesmo para o órgão, que faz um trabalho diferenciado ora partindo para riffs harmoniosos e melodiosos, ora para marcações precisas com o peso necessário, dividindo-se entre o progressivo e uma roupagem quase clássica. 

O lançamento do vinil original distribuído pelo selo Metronom em 1972, é um dos raros vinis da história do rock progressivo alemão, contém 5 músicas sendo que duas delas quase atingem a marca de 10 minutos. Essas duas faixas: a primeira e a última trilham a mesma linha de DEEP PURPLE, PROCOL HARUM e VANILLA FUDGE que com uma guitarra crua e órgão hammond  "apelam" ao rock pesado em algumas partes. 

A dramática "Hetzjagd" (9:59) é sobre a "caça" em geral, gerando reflexões sobre o tema. As seções calmas são acompanhados por um órgão muito bem tocado. "Ninguém pensa nas vítimas" - é ambígua -. Provavelmente uma metáfora sobre os ataques contra dissidentes da antiga Alemanha Oriental. 

"Weh Uns" (9:48) possui letras pesadas descrevendo guerra e respectivamente vítimas de doenças. Muito provocante e difícil de digerir, especialmente para o povo alemão. Os últimos dois minutos da canção possuem um clima feliz ofertados pelo violão e órgão, por outro lado culminando em um golpe radical. Diz a letra: "Isso vai acontecer se você não dizer NÃO" - uma voz robótica entorpecida faz um apelo flamejante para impedir o fim da raça humana.  Essas duas trilhas adentram um clima mais profundo e denso. Os riffs de órgão são bem construídos, e as guitarra também executa bem o seu papel. 

As três faixas restantes abordam uma temática mais folk, próxima da psicodelia dos anos anteriores, com belos momentos acústicos com uso de piano e até flauta, não são geniais mas demonstram com dignidade o trabalho proposto. 

"Hans im Glück"  (7:46), é uma interpretação muito interessante do conto de fadas alemão de mesmo nome, em uma edição moderna embora. A música e as letras estão em uma unidade perfeita. 

"Missverständnis" (4.05), segue, muito mais folk com violões e percussão de bongo. A banda retoma a história de Jesus e entra numa atmosfera política na Alemanha depois usando o exemplo da captura e morte de um comunista. 

"Das Zimmer" (4:52), também possui um clima folk com flauta, critica os burgueses que estão condenando e excluindo a geração mais jovem.

Todas as faixas possuem momentos interessantes e outros menos criativos, mas sem dúvida é um bom álbum, pesado e agressivo, ideal para amantes de viagens ácidas, e para aqueles fãs de música consciente e de protesto, o grupo acaba por executar com qualidade o pensamento crítico cru e direto. 

Um bom álbum, com certeza - um excelente complemento para os fãs de Krautrock que não têm problemas com letras ríspidas e diretas em alemão.


 A reedição pela Second Battle de 1998 também conta com uma versão remix para rádio de "Hetzjagd" como bônus. 

Release / Label:
Second Battle ‎– SB 045 - Germany, 2008

Tracks:
1. Hetzjagd (9:59)
2. Hans Im Glück (7:46)
3. Missverständnis (4.05)
4. Das Zimmer (4:52)
5. Weh Uns (9:48)
Bonus Track:
6. Hetzjagd [Radio Mix] (3:17)
Total Time: 39:47

Musicians:
- Klaus-Peter Schweitzer / guitar, piano, vocals
- 'Romi' Schickle / organ
- 'Mondo' Zech / bass
- Michael Sametinger / drums
- Friedrich Herrmann / guitar, vocals, harmonica


Format: mp3 (320 kbps) = 91 mb = Mega / pass = makina
Format: flac (image) = 251 mb = Mega / pass = makina
Format: ape (image + cue) = 244 mb = Torrent

Prof. Wolfff - Prof. Wolfff [1972] [REMASTERED WITH BONUS TRACK] - Germany / Alemanha

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