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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Gravy Train - (A Ballad of) a Peaceful Man [1971] - United Kingdom / Reino Unido




Lançado no final de 1971, "(A Ballad of) a Peaceful Man" é o segundo álbum deste grupo inglês de Lancashire. Este é provavelmente é o seu melhor e mais elogiado trabalho. Ao contrário de seu disco de estréia auto-intulado "Gravy Train", bem mais pesado, este registro ostenta arranjos de cordas, fornecidos por Nick Harrison.

Uma característica única do álbum é que ele divide as faixas pesadas das faixas mais leves: todas as baladas estão no lado 1, enquanto todos os Rocks estão no lado 2.

Essa mistura de Hard Rock com Progressivo faz com que o álbum traga grandes canções como a longa faixa título que poderia tranquilamente fazer parte de qualquer um dos primeiros álbuns do grupo URIAH HEEP. O belo vocal de Norman Barrat lembra aqui o cantor David Byron nesta canção com passagens orquestrais. 

O grupo também atacava bem como bonitas baladas como "Alone in Georgia", faixa que abre o disco e cujo arranjo sofisticado mostra uma bela produção com violinos, teclados e backing vocal que dão um tremendo destaque para a faixa. 

"Can Anybody Hear Me", é mais pesada e densa. Para situa-los, pode ser considerada uma mistura de URIAH HEEP com JETHRO TULL um pouco mais pesados. Aqui, o destaque é o refrão além do belo trabalho do baixista Lester Williams e com uma flauta que traz ainda mais charme para a canção. 

"Jule's Delight" é mais uma das boas faixas do álbum. Apesar do vocal aqui um pouco forçado, a faixa, uma balada com tendência Folk também se destaca no contexto do álbum. 

"Old Tin Box" traz Hughes agora numa boa introdução de saxofone e onde Barrat realiza um trabalho vocal com muita técnica e competência. A esta altura do campeonato o jogo está ganho e este álbum se revela um tremendo disco que poderia ter feito muito sucesso na época de seu lançamento. 

 "Messenger" é a única faixa que traz a participação do mellotron. A faixa tem boas quebras de ritmo e variações. O belíssimo trabalho da flauta de J. D. Hughes. é muito prazeroso assim como a guitarra. Excelente canção.

"Won't Talk about It" e "Home Again", são excelentes e encerram o disco com maravilhosas participações da flauta novamente.

Após o lançamento deste seu segundo álbum, o Gravy Train não conseguiu o êxito esperado pela Vertigo, que resolveu não renovar o contrato com o grupo. Mesmo assim eles não desistiram, e se mudaram para o selo Dawn aonde ainda gravariam os álbuns "Second Rebirth" em 1973, e "Staircase to the Day" em 1974. Mesmo se tratando ainda de bons álbuns o grupo encerrou suas atividades. 

Apesar de ser reconhecido como um grupo de Rock Progressivo, é certo afirmar que o Gravy Train passeava por vários estilos que iam da Folk-Music, Hard Rock, Progressivo soando até mesmo como um grupo de Pop Rock da época. Independente disto o que vale lembrar é a qualidade do grupo aqui representado neste incrível e obscuro trabalho. Nos anos 1990, estes primeiros álbuns do Gravy Train foram relançados permitindo enfim seu reconhecimento. 



Tracks:
1. Alone in Georgia (4:35)
2. (A Ballad of) A Peaceful Man (7:06)
3. Jule's Delight (6:58)
4. Messenger (5:58)
5. Can anybody hear me (2:59)
6. Old Tin Box (4:45)
7. Won't talk about it (3:00)
8. Home again (3:25)
Time: 38:46

Musicians:
- Norman Barrett / lead guitar & lead vocals
- Barry Davenport: drums & percussion
- J.D Hugues / flute, keyboards, saxophone, vocals
- Les Williams / bass & backing vocals

Format: mp3 (320 kbps) = 200 mb = Mega / pass = muro

Gravy Train - (A Ballad of) a Peaceful Man [1971] - United Kingdom / Reino Unido


domingo, 29 de junho de 2014

Gravy Train - Gravy Train [1970] - United Kingdom / Reino Unido


Com uma base de blues-rock e um som de hard rock relacionados a outras grandes bandas proto-prog britânicos, como BEGGARS OPERA e WARHORSE, GRAVY TRAIN se encaixa no gênero Prog-Rock devido a introdução de estruturas e arranjos complexos para suas composições: a grande influência é JETHRO TULL nos seus trabalhos na década de 60, uma menção obrigatória, na verdade, mas há também a influência de TRAFFIC, ambos reciclados com melodias mais intrincadas apesar do papel de destaque da flauta sensacional de JD Hughes.


Esse seu homônimo álbum de estréia de 1970, enquanto tem uma presença óbvia de blues (como pode se conferir em "Coast Road"), a banda mostra que pode criar uma ótima música progressiva.


"The New One" explode em um espetáculo de jazz-rock extravagante e muita presença de blues.

"Dedication To Syd" contém uma referência ao Pink Floyd em seu título. Nessa peça nota-se uma certa aura de diversão e bom humor no meio de uma exibição de poder e complexidade progressiva, com uma flauta incursionando no Blues-Rock psicodélico de estilo próximo ao TRAFFIC, em nada se assemelhando a um som Floydiano, muito menos os vocais de Barrett, que soam como vocal participante em "Jesus Cristo Superstar!". 

"Coast Road" é a faixa mais fraca, até mesmo um agradável fuzz de guitarra não compensa a falta de idéias criativas.

"Enterprise", é a jóia do álbum, alternando passagens cuidadosamente compostas e um certo jeito agressivo de uma forma sólida: Hughes consegue perfeitamente manter as suas intervenções de flauta sem ficar abafado pelo violão na seção intermediária.

"Think Of Life", não é uma peça muito trabalhada . mais talvez a mais animada, focada nos típicos primeiros Hard Rocks com um toque psicodélico. 

"Earl Of Pocket Nook",  uma robusta peça de 16 minutos, pode ser descrita como uma recapitulação de todas as três fontes musicais que Gravy Train utilizou em todo o repertório: Blues-Rock, Hard Rock psicodélico e Rock Progressivo. Os compassos ímpares e mudanças de ritmo astutos que acontecem aqui e ali estão firmemente sustentados pelo baterista Barry Davenport, que usa sua sensibilidade jazzificada para causar um bom efeito. A flauta é o instrumento de sopro mais recorrente no som do grupo, Hughes não se limita a ele, mas também toca alguns bons saxofones (alto e tenor): cada vez que ela aparece, o sax acaba por ser um complemento adequado para riffs e leads de guitarra de Norman Barrett, especialmente no lado blues da banda. 


Embora não seja uma obra prima, o álbum homônimo de Gravy Train é uma voa aquisição em qualquer coleção de Prog-Rock. 



Tracks:
1. The New One [5:15]
2. Dedication To Sid [7:17]
3. Coast Road [6:46]
4. Enterprise [6:20]
5. Think Of Life [5:10]
6. Earl Of Pocket Nook [16:11]
Total Time: 
Musicians:
- Norman Barrett / guitar, vocals
- Barry Davenport / drums
- J.D. Hughes / keyboards, vocals, wind
- Lester Williams / bass, vocals 
Format: mp3 (320 kbps) = 110 mb = Narod
Format: mp3 (320 kbps) = 297 mb = Mega
Format: mp3 (320 kbps) = 93 mb = Yandex
Format: wv (wav pack) (image + cue) =  418 mb = Torrent

Gravy Train - Gravy Train [1970] - United Kingdom / Reino Unido


Com uma base de blues-rock e um som de hard rock relacionados a outras grandes bandas proto-prog britânicos, como BEGGARS OPERA e WARHORSE, GRAVY TRAIN se encaixa no gênero Prog-Rock devido a introdução de estruturas e arranjos complexos para suas composições: a grande influência é JETHRO TULL nos seus trabalhos na década de 60, uma menção obrigatória, na verdade, mas há também a influência de TRAFFIC, ambos reciclados com melodias mais intrincadas apesar do papel de destaque da flauta sensacional de JD Hughes.


Esse seu homônimo álbum de estréia de 1970, enquanto tem uma presença óbvia de blues (como pode se conferir em "Coast Road"), a banda mostra que pode criar uma ótima música progressiva.


"The New One" explode em um espetáculo de jazz-rock extravagante e muita presença de blues.

"Dedication To Syd" contém uma referência ao Pink Floyd em seu título. Nessa peça nota-se uma certa aura de diversão e bom humor no meio de uma exibição de poder e complexidade progressiva, com uma flauta incursionando no Blues-Rock psicodélico de estilo próximo ao TRAFFIC, em nada se assemelhando a um som Floydiano, muito menos os vocais de Barrett, que soam como vocal participante em "Jesus Cristo Superstar!". 

"Coast Road" é a faixa mais fraca, até mesmo um agradável fuzz de guitarra não compensa a falta de idéias criativas.

"Enterprise", é a jóia do álbum, alternando passagens cuidadosamente compostas e um certo jeito agressivo de uma forma sólida: Hughes consegue perfeitamente manter as suas intervenções de flauta sem ficar abafado pelo violão na seção intermediária.

"Think Of Life", não é uma peça muito trabalhada . mais talvez a mais animada, focada nos típicos primeiros Hard Rocks com um toque psicodélico. 

"Earl Of Pocket Nook",  uma robusta peça de 16 minutos, pode ser descrita como uma recapitulação de todas as três fontes musicais que Gravy Train utilizou em todo o repertório: Blues-Rock, Hard Rock psicodélico e Rock Progressivo. Os compassos ímpares e mudanças de ritmo astutos que acontecem aqui e ali estão firmemente sustentados pelo baterista Barry Davenport, que usa sua sensibilidade jazzificada para causar um bom efeito. A flauta é o instrumento de sopro mais recorrente no som do grupo, Hughes não se limita a ele, mas também toca alguns bons saxofones (alto e tenor): cada vez que ela aparece, o sax acaba por ser um complemento adequado para riffs e leads de guitarra de Norman Barrett, especialmente no lado blues da banda. 


Embora não seja uma obra prima, o álbum homônimo de Gravy Train é uma voa aquisição em qualquer coleção de Prog-Rock. 



Tracks:
1. The New One [5:15]
2. Dedication To Sid [7:17]
3. Coast Road [6:46]
4. Enterprise [6:20]
5. Think Of Life [5:10]
6. Earl Of Pocket Nook [16:11]
Total Time: 
Musicians:
- Norman Barrett / guitar, vocals
- Barry Davenport / drums
- J.D. Hughes / keyboards, vocals, wind
- Lester Williams / bass, vocals 
Format: mp3 (320 kbps) = 110 mb = Narod
Format: mp3 (320 kbps) = 297 mb = Mega
Format: mp3 (320 kbps) = 93 mb = Yandex
Format: wv (wav pack) (image + cue) =  418 mb = Torrent

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