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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Pallas - The Cross and the Crucible [2001] - United Kingdom / Reino Unido


Para aqueles de vocês que amam Neo Progressivo, o álbum vai lhes cair muito bem. Tem todos os componentes típicos do estilo: melódico, algumas vezes suave, estrutura simples e composições com mudanças de tempo.

Eu considero este álbum excelente e ainda é consistente na veia de Neo Prog desde  o início da banda, mesmo que o frontman tenha mudado para Alan Reed. Musicalmente, eles têm sido mais maduros especialmente com este álbum. O único problema que eu tive em primeira audição foi a longa duração da música silenciosa da primeira faixa "The Big Bang". Simplesmente não entendo! O que a banda está tentando alcançar, na verdade? Eu não tenho certeza. A faixa-título "The Cross and the Crucible" tem um período de silêncio, bem como no início (cerca de 1 minuto) com nenhum valor. Mas quando se tiver passado um minuto BOOM música! Essa faixa é maravilhosa! É atmosférica e melódica.

A terceira faixa "For The Greater Glory" tem uma parte um pouco chata no início da música; é uma melodia tão simplista. Felizmente, com o tempo passa e a música cresce a uma composição mais complexa, com a inclusão do tipo de World Music no meio da pista. Faz-me lembrar a música de Peter Gabriel. "Who's To Blame" é totalmente Prog Music com uma guitarra acústica abrindo a faixa. É bem agradável.

"The Blinding Darkness Of Science" é uma grande faixa com uma música ambiente na sua introdução e a música flui quando todos os instrumentos são tocados, a transição é muito boa. Eu gosto do riff de guitarra no fundo (similar ao tipo de estilo de IQ de Mike Holmes). É uma faixa melódica, simples e memorável. O interlúdio com solo de guitarra é impressionante.

"Towers Of Babble" é outra grande faixa com (novamente) introdução de guitarra acústica. Ela tem um arranjo coros agradável e toque de Música Clássica no meio da pista e alguma pequena influência do estilo de Pink Floyd. É uma faixa atmosférica, impressionante com solo de teclado/órgão, que lembra-me Rick Wakeman, tocado em uma forma simples. É muito boa mesmo.

As três faixas restantes são habilmente "desenhadas" proporcionando uma verdadeira aula de Neo Progressivo.

Altamente recomendado. Tem fortes composições, excelente melodia, excelente musicalidade sem ter de demonstrar como cada membro é habilidoso.

Tracks:
1. The Big Bang (3:07)
2. The Cross And The Crucible (9:05)
3. For The Greater Glory (7:38)
4. Who's To Blame (4:43)
5. The Blinding Darkness Of Science (6:46)
6. Towers Of Babble (8:09)
7. Generations (6:05)
8. Midas Touch (11:11)
9. Celebration! (7:22)
Time: 63:40

Musicians:
- Alan Reed / vocals
- Niall Mathewson / guitars
- Ronnie Brown / keyboards
- Graeme Murray / bass
- Colin Prazer / drums

Format: flac (image) = 393 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 145 mb

sábado, 15 de julho de 2017

IQ - Ever [1993] - United Kingdom / Reino Unido


Tracks:
All tracks written by IQ.
01. The Darkest Hour – 10:50
02. Fading Senses – 6:35 including:
a). After All
b). Fading Senses
03. Out Of Nowhere – 5:07
04. Further Away – 14:26
05. Leap Of Faith – 7:21
06. Came Down – 5:53

Musicians:
- Peter Nicholls - lead and backing vocals
- Martin Orford - keyboards, mellotron, synthesizer, flute, backing vocals
- Mike Holmes - guitars, producer
- John Jowitt - bass, Pedalboard [Moog Taurus Bass Pedals], backing vocals
- Paul Cook - drums

Format: mp3 (320kbps) = 117,5 Мb

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Genesis - Nursery Cryme [1971] [2013 Japan Mini LP SHM-CD Edition] - United Kingdom / Reino Unido


Uma das obras mais cultuadas e celebradas dos anos 70 e da história do Rock Progressivo é o terceiro álbum do Genesis, lançado em 1971, "Nursery Cryme". A história é a seguinte: o grupo que, na época contava com a liderança de Peter Gabriel, havia conseguido se livrar das amarras de produtores que queriam direcionar o som deles, como aconteceu com o infeliz primeiro álbum. Eles conseguiram obter relativo sucesso com seu segundo álbum, voltado ao som progressivo, "Trespass", porém, o baterista John Mayhew era considerado pouco técnico para os projetos ambiciosos da banda; entra em cena um jovem Phil Collins. Em outra reviravolta, o guitarrista Anthony Phillips havia deixado o grupo para estudar música clássica, conseguindo lançar em alguns anos, álbuns de sucesso como "The Geese and the Ghost"; entra em cena o guitarrista Steve Hackett, após um breve período da banda com Mick Barnard substituindo Phillips. Estava formada a equipe pioneira da banda.

Sendo assim, o grupo precisava de um sucesso estrondoso, algo que chamasse a atenção. A resposta veio na imagem bizarra de uma enfermeira, em um campo de críquete, com um arremessador ensanguentado nas mãos em posição de rebatedora e cabeças espalhadas pelo campo. A bizarrice era tamanha que todos queriam ver do que se tratava. Talvez você possa pensar que o grupo havia perdido a cabeça após tantos problemas, mas a verdade é que o Genesis havia elaborado uma grande obra-prima de sua discografia, músicas desafiadoras com um trabalho instrumental impecável e lírica riquíssima e elaborada. Este é o "Nursery Cryme".

O disco abre com um épico baseado em uma história escrita por Peter Gabriel, "The Musical Box". Sendo um enorme fã da obra poética de William Blake e dos contos de Lewis Carroll, Gabriel conta a história surreal de um casal de garotos, Cynthia e Henry, que moravam em uma casa de campo. Cynthia mata Henry com um martelo de críquete, decepando a cabeça do menino. Anos depois, ela encontra a caixinha de música dele e, ao abrí-la, vê o espírito de Henry dentro da caixa. Conforme Henry vai envelhecendo rápido, para compensar os anos que esteve longe de Cynthia, ele a manipula a ter relações sexuais com ela, ao mesmo tempo que o espírito experimenta uma vida inteira de prazeres sexuais em questão de minutos. Quando os dois estão prestes a entrelaçarem-se, chega a enfermeira que atira a caixinha de música em Henry, destruindo ambos. A ilustração da capa do disco é justamente um desenho de Cynthia. A música passa por mudanças de andamento muito interessantes, começa suave, gradativamente ganha força, retoma a suavidade e termina em um furioso ato final. Esta primeira faixa guarda reminiscências musicais de uma composição do grupo chamada "Manipulation", que teve sua gênese melódica ainda no período anterior da banda, com Anthony Phillips. Nela, Gabriel toca flauta e oboé nas partes calmas.

Outro destaque de grande importância é a terceira faixa, "The Return of the Giant Hogweed". É sobre uma erva que foi trazida da Rússia para a Inglaterra por um explorador e levada aos Jardins Reais de Kew. A erva se chama Heracleum mantegazzianum, e ela causa a ira das criaturas herbicidas que acabam querendo vingança. O trabalho instrumental aqui é único, com variações melódicas hora andantes e hora agressivas e rápidas, configurando todo um clima épico para a história.

E não podemos esquecer de um outro grande destaque do álbum, "The Fountain of Salmacis", presença em muitas das apresentações da época. É uma das composições mais herméticas e complexas do Genesis. A letra, também singular, fala sobre a ninfa do título que se envolve em um caso amoroso com o deus Hermafrodito, filho dos deuses Hermes e Afrodite. De acordo com a lenda, Hermafrodito amaldiçoou as águas do Monte Ida, de forma que, quem se banhasse nelas, viraria um ser hermafrodita, ou seja, um ser de ambos os sexos. Uma das composições mais desafiadoras e interessantes da era Peter Gabriel que fecha o terceiro álbum do grupo e os leva ao estrelato.

Passado o material mais importante, há também outras coisas bastante interessantes e que fazem deste disco um grande clássico de seu gênero. "For Absent Friends" é uma curta e doce canção sobre duas pessoas viúvas indo à igreja rezar por seus falecidos amores; é a primeira canção do Genesis onde Phil Collins assume os vocais sozinho; com a ausência de bateria na canção, Collins tem total liberdade para sair de seu kit e cantar. "Seven Stones", que foi influenciada por uma composição do grupo inglês King Crimson. Tony Banks até acabou comprando um mellotron específico do Crimson para uso em várias outras músicas do Genesis. Conta sobre um velho muito esperto e aproveitador que se sobressai acreditando na sorte e na inocência de suas vítimas.

"Harold the Barrel" é a primeira vez que o Genesis insere timidamente humor em suas composições. Conta a investigação para encontrar um dono de restaurante que desapareceu e acabou cometendo suicídio se jogando da janela. Os arranjos são animados apesar da lírica pesada, quem vê Harold pela janela fica pedindo a ele para descer, vem até gente dizendo para ele que a BBC estava chegando e tudo acaba abruptamente quando Harold abandona o recinto pela janela e o piano de Banks vai dando as últimas e melancólicas notas. Finalmente, "Harlequin" tenta pintar um quadro de uma figura surrealista cheia de cores mas com componentes cinzentos que indicam algum tipo de distúrbio, algo que não pertence àquele quadro. A música não agrada tanto Mike Rutherford que diz ter tentado chegar perto de demonstrar a dinâmica que ele e seu parceiro dos discos anteriores, Anthony Phillips, tinham com as harmonizações no violão, tocando um 12 cordas para alcançar o efeito. De forma geral, Rutherford confessa que "Nursery Cryme" foi um álbum bem difícil de se compor.

E levando em consideração o resultado final, percebe-se o motivo de tal afirmação. É um disco melódico, hermético por várias vezes, cheio de passagens interessantes, os estreantes Steve Hackett e Phil Collins dão tudo de si para fazerem este material brilhar mais ainda junto aos integrantes antigos da banda, a dinâmica do grupo é bastante natural e reflete um momento de pura inspiração. Em conclusão, um álbum que qualquer amante de música progressiva precisa escutar. Ele faz parte de um contexto em uma época de grande efervescência do gênero Progressivo, onde as bandas tentavam sempre se sobressair em suas experimentações. Após dois discos com vários problemas internos, sendo que apenas um deles realmente se sobressaiu, o Genesis finalmente estabiliza sua formação pioneira e realiza uma grande obra-prima.

Resenha por:


Tracks:
01. The Musical Box
02. For Absent Friends
03. The Return of the Giant Hogweed
04. Seven Stones
05. Harold the Barrel
06. Harlequin
07. The Fountain of Salmacis

Musicians:
- Tony Banks / organ, mellotron, piano, electric piano, 12 string guitar, voices 
- Phil Collins / drums, voices, percussion, lead vocals(2) 
- Peter Gabriel / lead voice, flute, tambourine, bass drum 
- Steve Hackett / electric and 12 string guitar 
- Mike Rutherford / bass guitar, bass pedals, 12 string guitar, backing vocals

Format: mp3 (320 kbps) = 108 mb

Genesis - Nursery Cryme [1971] [2013 Japan Mini LP SHM-CD Edition] - United Kingdom / Reino Unido


Uma das obras mais cultuadas e celebradas dos anos 70 e da história do Rock Progressivo é o terceiro álbum do Genesis, lançado em 1971, "Nursery Cryme". A história é a seguinte: o grupo que, na época contava com a liderança de Peter Gabriel, havia conseguido se livrar das amarras de produtores que queriam direcionar o som deles, como aconteceu com o infeliz primeiro álbum. Eles conseguiram obter relativo sucesso com seu segundo álbum, voltado ao som progressivo, "Trespass", porém, o baterista John Mayhew era considerado pouco técnico para os projetos ambiciosos da banda; entra em cena um jovem Phil Collins. Em outra reviravolta, o guitarrista Anthony Phillips havia deixado o grupo para estudar música clássica, conseguindo lançar em alguns anos, álbuns de sucesso como "The Geese and the Ghost"; entra em cena o guitarrista Steve Hackett, após um breve período da banda com Mick Barnard substituindo Phillips. Estava formada a equipe pioneira da banda.

Sendo assim, o grupo precisava de um sucesso estrondoso, algo que chamasse a atenção. A resposta veio na imagem bizarra de uma enfermeira, em um campo de críquete, com um arremessador ensanguentado nas mãos em posição de rebatedora e cabeças espalhadas pelo campo. A bizarrice era tamanha que todos queriam ver do que se tratava. Talvez você possa pensar que o grupo havia perdido a cabeça após tantos problemas, mas a verdade é que o Genesis havia elaborado uma grande obra-prima de sua discografia, músicas desafiadoras com um trabalho instrumental impecável e lírica riquíssima e elaborada. Este é o "Nursery Cryme".

O disco abre com um épico baseado em uma história escrita por Peter Gabriel, "The Musical Box". Sendo um enorme fã da obra poética de William Blake e dos contos de Lewis Carroll, Gabriel conta a história surreal de um casal de garotos, Cynthia e Henry, que moravam em uma casa de campo. Cynthia mata Henry com um martelo de críquete, decepando a cabeça do menino. Anos depois, ela encontra a caixinha de música dele e, ao abrí-la, vê o espírito de Henry dentro da caixa. Conforme Henry vai envelhecendo rápido, para compensar os anos que esteve longe de Cynthia, ele a manipula a ter relações sexuais com ela, ao mesmo tempo que o espírito experimenta uma vida inteira de prazeres sexuais em questão de minutos. Quando os dois estão prestes a entrelaçarem-se, chega a enfermeira que atira a caixinha de música em Henry, destruindo ambos. A ilustração da capa do disco é justamente um desenho de Cynthia. A música passa por mudanças de andamento muito interessantes, começa suave, gradativamente ganha força, retoma a suavidade e termina em um furioso ato final. Esta primeira faixa guarda reminiscências musicais de uma composição do grupo chamada "Manipulation", que teve sua gênese melódica ainda no período anterior da banda, com Anthony Phillips. Nela, Gabriel toca flauta e oboé nas partes calmas.

Outro destaque de grande importância é a terceira faixa, "The Return of the Giant Hogweed". É sobre uma erva que foi trazida da Rússia para a Inglaterra por um explorador e levada aos Jardins Reais de Kew. A erva se chama Heracleum mantegazzianum, e ela causa a ira das criaturas herbicidas que acabam querendo vingança. O trabalho instrumental aqui é único, com variações melódicas hora andantes e hora agressivas e rápidas, configurando todo um clima épico para a história.

E não podemos esquecer de um outro grande destaque do álbum, "The Fountain of Salmacis", presença em muitas das apresentações da época. É uma das composições mais herméticas e complexas do Genesis. A letra, também singular, fala sobre a ninfa do título que se envolve em um caso amoroso com o deus Hermafrodito, filho dos deuses Hermes e Afrodite. De acordo com a lenda, Hermafrodito amaldiçoou as águas do Monte Ida, de forma que, quem se banhasse nelas, viraria um ser hermafrodita, ou seja, um ser de ambos os sexos. Uma das composições mais desafiadoras e interessantes da era Peter Gabriel que fecha o terceiro álbum do grupo e os leva ao estrelato.

Passado o material mais importante, há também outras coisas bastante interessantes e que fazem deste disco um grande clássico de seu gênero. "For Absent Friends" é uma curta e doce canção sobre duas pessoas viúvas indo à igreja rezar por seus falecidos amores; é a primeira canção do Genesis onde Phil Collins assume os vocais sozinho; com a ausência de bateria na canção, Collins tem total liberdade para sair de seu kit e cantar. "Seven Stones", que foi influenciada por uma composição do grupo inglês King Crimson. Tony Banks até acabou comprando um mellotron específico do Crimson para uso em várias outras músicas do Genesis. Conta sobre um velho muito esperto e aproveitador que se sobressai acreditando na sorte e na inocência de suas vítimas.

"Harold the Barrel" é a primeira vez que o Genesis insere timidamente humor em suas composições. Conta a investigação para encontrar um dono de restaurante que desapareceu e acabou cometendo suicídio se jogando da janela. Os arranjos são animados apesar da lírica pesada, quem vê Harold pela janela fica pedindo a ele para descer, vem até gente dizendo para ele que a BBC estava chegando e tudo acaba abruptamente quando Harold abandona o recinto pela janela e o piano de Banks vai dando as últimas e melancólicas notas. Finalmente, "Harlequin" tenta pintar um quadro de uma figura surrealista cheia de cores mas com componentes cinzentos que indicam algum tipo de distúrbio, algo que não pertence àquele quadro. A música não agrada tanto Mike Rutherford que diz ter tentado chegar perto de demonstrar a dinâmica que ele e seu parceiro dos discos anteriores, Anthony Phillips, tinham com as harmonizações no violão, tocando um 12 cordas para alcançar o efeito. De forma geral, Rutherford confessa que "Nursery Cryme" foi um álbum bem difícil de se compor.

E levando em consideração o resultado final, percebe-se o motivo de tal afirmação. É um disco melódico, hermético por várias vezes, cheio de passagens interessantes, os estreantes Steve Hackett e Phil Collins dão tudo de si para fazerem este material brilhar mais ainda junto aos integrantes antigos da banda, a dinâmica do grupo é bastante natural e reflete um momento de pura inspiração. Em conclusão, um álbum que qualquer amante de música progressiva precisa escutar. Ele faz parte de um contexto em uma época de grande efervescência do gênero Progressivo, onde as bandas tentavam sempre se sobressair em suas experimentações. Após dois discos com vários problemas internos, sendo que apenas um deles realmente se sobressaiu, o Genesis finalmente estabiliza sua formação pioneira e realiza uma grande obra-prima.

Resenha por:


Tracks:
01. The Musical Box
02. For Absent Friends
03. The Return of the Giant Hogweed
04. Seven Stones
05. Harold the Barrel
06. Harlequin
07. The Fountain of Salmacis

Musicians:
- Tony Banks / organ, mellotron, piano, electric piano, 12 string guitar, voices 
- Phil Collins / drums, voices, percussion, lead vocals(2) 
- Peter Gabriel / lead voice, flute, tambourine, bass drum 
- Steve Hackett / electric and 12 string guitar 
- Mike Rutherford / bass guitar, bass pedals, 12 string guitar, backing vocals

Format: mp3 (320 kbps) = 108 mb

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Genesis - Trespass [1970] [2013 Japan Mini LP SHM-CD Edition] - United Kingdom / Reino Unido


O fracasso de "From Genesis to Revelation" deprimiu os membros do Genesis, mas não selou seu fim. Pelo contrário; até ganharam contrato num selo novo, Charisma Records, de Tony Stratton-Smith, que se tornaria empresário da banda até praticamente sua morte, em 1987. As mudanças não pararam aí. O baterista John Silver foi dispensado. Pouco se sabe sobre ele após sua saída. Em 1973, Anthony Phillips, Mike Rutherford e Phil Collins gravaram homenagem intitulada "The Silver Song", que apareceu em diferentes versões, em álbuns-pirata da banda ou discos-solo de Anthony. Silver foi substituído por John Mayhew.

Bem situados, os jovens contaram com a ajuda dos pais pra alugar uma casa no campo inglês e trabalhar no material pro segundo álbum. Esse tempo para compor e ensaiar foi vital. Deve ter sido então que Rutherford e Phillips desenvolveram o trabalho de cordas sobrepostas, marca d’água dos álbuns da primeira metade setentista.

Tony Banks teve acesso a teclados mais modernos, como o Hammond e o Mellotron, basilares pra sonoridade de várias bandas progressivas, especialmente as que, como o Genesis, enveredaram pro Rock Sinfônico, mas sem deixar de lado influências Folk e medievais.

"Trespass" foi gravado entre junho e julho de 1970, no Trident Studios, em Londres, produzido por John Anthony, que deu maior liberdade aos genesianos.

Não faltam fãs que digam que esse é o primeiro álbum do Genesis; "From Genesis to Revelation" não passando dum erro ou álbum de outra banda. Embora não descarte o álbum de estreia, não posso discordar de que "Trespass" soa como se fosse de outra banda. Ainda não é o Genesis de "Nursery Crime" porque Mayhew era um baterista medíocre, mas já é um bom álbum Prog, contendo pelo menos um clássico: "The Knife", a faixa mais agressiva. O resto de "Trespass" tem forte influência de new Folk, muito comum em bandas Prog da época, como a esquecida LINDISFARNE. As harmonias vocais, os arranjos delicados, os teclados melancólicos conferem um ar de pastoralismo bucólico, que, por horas se tinge de medievalidade de conto de fadas ou fica raivoso. A duração das canções atesta a guinada Prog: a mais curta é a agridoce e quase-desesperançada "Dusk" (4:13), com sua tintura Folk e delicada interconexão entre cordas e flauta, tocada por Gabriel pela primeira vez. As demais faixas têm pelo menos 6:30 minutos cada.

O álbum abre com "Looking for Someone", com a voz meio rouca tomando à frente, e depois apoiada pela guitarra meio chorona de Phillips, numa letra que fala sobre alguém tentando encontrar sentido em um mundo sem nenhum. A canção já tem as características mudanças de andamento e ritmo que agradam tanto a certa ala de fãs de Rock Progressivo. Cada músico tem chance de mostrar o que sabe nos 7 minutos, que variam ente delicadeza e semi-agressividade. Banks consegue timbres até então inalcançados nos teclados. Só a bateria muito discreta deixa a desejar. Folk, elementos operísticos, Rock. A fórmula genesiana em treinamento para atingir o topo da montanha nos próximos álbuns.

Em "White Mountain", o Genesis tem sua própria montanha, branca, que será tingida de vermelho devido a uma guerra entre lobos. Clima de conto de fadas medieval, um deslumbre que oscila entre o ligeiro, o madrigal e o marcial para narrar a história do lobo insurgente, condenado à morte e estraçalhado, revelando uma montanha vermelha ao amanhecer. Gabriel com sua primeira letra gráfica a ponto de evocar uma imagem mental perfeita da cena. Nessa faixa, o cantor começa a experimentar com alterações nos vocais, tratando-os com tecnologia. A sentença de morte de Fang é cantada numa voz meio arrepiante. O assobio final, depois do massacre na montanha, devolve a frialdade à Montanha Branca. Uma pérola subestimada.

"Visions of Angels" começa com um solo pianístico de derreter o coração e imagens de anjos dançando no céu. O clima de aurora de maior parte da melodia envolve uma letra que questiona a onipotência e onipresença divina, que parece ter sido abdicada pela própria divindade que “desistiu deste planeta e de seu povo há muito tempo”. Mas, no fundo, o problema é que o narrador não consegue entender a ausência da amada. Dizem que Anthony estava apaixonado pela esposa de Gabriel, sem que o cantor soubesse, por isso a letra. Vai saber, mas, de qualquer modo, é uma letra sombria disfarçada por uma melodia matinal. "Stagnation" não faz questão de esconder sua melancolia, porém.

A canção mais famosa do álbum é "The Knife", única do "Trespass" presente no repertório de shows por alguns bons anos. A letra fala dum revolucionário que quer levar a liberdade a seu povo, ainda que isso custe a vida de alguns: “some of you are going to die/martyrs, of course, to the freedom that I shall provide”. É uma montanha-russa, com momentos lentos de subida para depois lançar o ouvinte numa descida vertiginosa, especialmente a partir do quarto minuto, quando se começa a criar o clima pra gritaria e rajadas de metralhadora e guitarra um minuto depois. Que falta faz o talento de Phil Collins, que esmurrou tanto a bateria em anos de carreira que agora tem as mãos quase inutilizadas! "The Knife" é um monumento do Progressivo Sinfônico, sem dúvida.

A despeito de tanto progresso, "Trespass" não fez sucesso. Pelo menos não nos EUA ou na Inglaterra (curiosamente, o álbum ficou em 98 no Hot 100 durante uma semana em 1984). Na Europa continental a história foi diferente, iniciando uma relação de sucesso com países como a Itália, onde a banda foi copiada à exaustão. Na Bélgica, o segundo álbum do Genesis chegou ao topo da parada, ocasionando o primeiro convite para tocar fora do natal Reino Unido.

Antes de cruzar o Canal da Mancha, a banda tinha que achar um guitarrista e um batera. Descontentes com Mayhew, suas baquetas foram dispensadas após a gravação de "Trespass". Ele permaneceu anos incógnito até ser descoberto na Austrália, onde se tornara carpinteiro. Morreu do coração em 2009, no dia 26 de março, véspera de seu aniversário.

O caso de Anthony Phillips foi distinto. Músico de primeira e responsável pela sonoridade que acompanharia o grupo mesmo após sua saída, Anthony sofria de fobia de palco, a qual estava afetando sua saúde. Seguindo ordens médicas, abandonou o Genesis e seguiu carreira solo prolífica, mas discreta.

Quando "Trespass" foi lançado, em outubro de 70, os 2 músicos já não mais faziam parte do Genesis e seus postos haviam sido preenchidos. Iniciar-se-ia o “período clássico”.


Tracks:
1. Looking For Someone (7:06)
2. White Mountain (6:42)
3. Visions Of Angels (6:50)
4. Stagnation (8:48)
5. Dusk (4:13)
6. The Knife (8:56)

Musicians:
- Peter Gabriel / lead voice, flute, accordion, tambourine and bass drum
- Anthony Phillips / acoustic 12-string, lead electric, dulcimer, voices
- Anthony Banks / organ, piano, Mellotron, guitar, voices
- Michael Rutherford / acoustic 12-string, electric bass, nylon, cello, voices
- John Mayhew / drums, percussion, voices

Format: mp3 (320 kbps) = 115 mb

Genesis - Trespass [1970] [2013 Japan Mini LP SHM-CD Edition] - United Kingdom / Reino Unido


O fracasso de "From Genesis to Revelation" deprimiu os membros do Genesis, mas não selou seu fim. Pelo contrário; até ganharam contrato num selo novo, Charisma Records, de Tony Stratton-Smith, que se tornaria empresário da banda até praticamente sua morte, em 1987. As mudanças não pararam aí. O baterista John Silver foi dispensado. Pouco se sabe sobre ele após sua saída. Em 1973, Anthony Phillips, Mike Rutherford e Phil Collins gravaram homenagem intitulada "The Silver Song", que apareceu em diferentes versões, em álbuns-pirata da banda ou discos-solo de Anthony. Silver foi substituído por John Mayhew.

Bem situados, os jovens contaram com a ajuda dos pais pra alugar uma casa no campo inglês e trabalhar no material pro segundo álbum. Esse tempo para compor e ensaiar foi vital. Deve ter sido então que Rutherford e Phillips desenvolveram o trabalho de cordas sobrepostas, marca d’água dos álbuns da primeira metade setentista.

Tony Banks teve acesso a teclados mais modernos, como o Hammond e o Mellotron, basilares pra sonoridade de várias bandas progressivas, especialmente as que, como o Genesis, enveredaram pro Rock Sinfônico, mas sem deixar de lado influências Folk e medievais.

"Trespass" foi gravado entre junho e julho de 1970, no Trident Studios, em Londres, produzido por John Anthony, que deu maior liberdade aos genesianos.

Não faltam fãs que digam que esse é o primeiro álbum do Genesis; "From Genesis to Revelation" não passando dum erro ou álbum de outra banda. Embora não descarte o álbum de estreia, não posso discordar de que "Trespass" soa como se fosse de outra banda. Ainda não é o Genesis de "Nursery Crime" porque Mayhew era um baterista medíocre, mas já é um bom álbum Prog, contendo pelo menos um clássico: "The Knife", a faixa mais agressiva. O resto de "Trespass" tem forte influência de new Folk, muito comum em bandas Prog da época, como a esquecida LINDISFARNE. As harmonias vocais, os arranjos delicados, os teclados melancólicos conferem um ar de pastoralismo bucólico, que, por horas se tinge de medievalidade de conto de fadas ou fica raivoso. A duração das canções atesta a guinada Prog: a mais curta é a agridoce e quase-desesperançada "Dusk" (4:13), com sua tintura Folk e delicada interconexão entre cordas e flauta, tocada por Gabriel pela primeira vez. As demais faixas têm pelo menos 6:30 minutos cada.

O álbum abre com "Looking for Someone", com a voz meio rouca tomando à frente, e depois apoiada pela guitarra meio chorona de Phillips, numa letra que fala sobre alguém tentando encontrar sentido em um mundo sem nenhum. A canção já tem as características mudanças de andamento e ritmo que agradam tanto a certa ala de fãs de Rock Progressivo. Cada músico tem chance de mostrar o que sabe nos 7 minutos, que variam ente delicadeza e semi-agressividade. Banks consegue timbres até então inalcançados nos teclados. Só a bateria muito discreta deixa a desejar. Folk, elementos operísticos, Rock. A fórmula genesiana em treinamento para atingir o topo da montanha nos próximos álbuns.

Em "White Mountain", o Genesis tem sua própria montanha, branca, que será tingida de vermelho devido a uma guerra entre lobos. Clima de conto de fadas medieval, um deslumbre que oscila entre o ligeiro, o madrigal e o marcial para narrar a história do lobo insurgente, condenado à morte e estraçalhado, revelando uma montanha vermelha ao amanhecer. Gabriel com sua primeira letra gráfica a ponto de evocar uma imagem mental perfeita da cena. Nessa faixa, o cantor começa a experimentar com alterações nos vocais, tratando-os com tecnologia. A sentença de morte de Fang é cantada numa voz meio arrepiante. O assobio final, depois do massacre na montanha, devolve a frialdade à Montanha Branca. Uma pérola subestimada.

"Visions of Angels" começa com um solo pianístico de derreter o coração e imagens de anjos dançando no céu. O clima de aurora de maior parte da melodia envolve uma letra que questiona a onipotência e onipresença divina, que parece ter sido abdicada pela própria divindade que “desistiu deste planeta e de seu povo há muito tempo”. Mas, no fundo, o problema é que o narrador não consegue entender a ausência da amada. Dizem que Anthony estava apaixonado pela esposa de Gabriel, sem que o cantor soubesse, por isso a letra. Vai saber, mas, de qualquer modo, é uma letra sombria disfarçada por uma melodia matinal. "Stagnation" não faz questão de esconder sua melancolia, porém.

A canção mais famosa do álbum é "The Knife", única do "Trespass" presente no repertório de shows por alguns bons anos. A letra fala dum revolucionário que quer levar a liberdade a seu povo, ainda que isso custe a vida de alguns: “some of you are going to die/martyrs, of course, to the freedom that I shall provide”. É uma montanha-russa, com momentos lentos de subida para depois lançar o ouvinte numa descida vertiginosa, especialmente a partir do quarto minuto, quando se começa a criar o clima pra gritaria e rajadas de metralhadora e guitarra um minuto depois. Que falta faz o talento de Phil Collins, que esmurrou tanto a bateria em anos de carreira que agora tem as mãos quase inutilizadas! "The Knife" é um monumento do Progressivo Sinfônico, sem dúvida.

A despeito de tanto progresso, "Trespass" não fez sucesso. Pelo menos não nos EUA ou na Inglaterra (curiosamente, o álbum ficou em 98 no Hot 100 durante uma semana em 1984). Na Europa continental a história foi diferente, iniciando uma relação de sucesso com países como a Itália, onde a banda foi copiada à exaustão. Na Bélgica, o segundo álbum do Genesis chegou ao topo da parada, ocasionando o primeiro convite para tocar fora do natal Reino Unido.

Antes de cruzar o Canal da Mancha, a banda tinha que achar um guitarrista e um batera. Descontentes com Mayhew, suas baquetas foram dispensadas após a gravação de "Trespass". Ele permaneceu anos incógnito até ser descoberto na Austrália, onde se tornara carpinteiro. Morreu do coração em 2009, no dia 26 de março, véspera de seu aniversário.

O caso de Anthony Phillips foi distinto. Músico de primeira e responsável pela sonoridade que acompanharia o grupo mesmo após sua saída, Anthony sofria de fobia de palco, a qual estava afetando sua saúde. Seguindo ordens médicas, abandonou o Genesis e seguiu carreira solo prolífica, mas discreta.

Quando "Trespass" foi lançado, em outubro de 70, os 2 músicos já não mais faziam parte do Genesis e seus postos haviam sido preenchidos. Iniciar-se-ia o “período clássico”.


Tracks:
1. Looking For Someone (7:06)
2. White Mountain (6:42)
3. Visions Of Angels (6:50)
4. Stagnation (8:48)
5. Dusk (4:13)
6. The Knife (8:56)

Musicians:
- Peter Gabriel / lead voice, flute, accordion, tambourine and bass drum
- Anthony Phillips / acoustic 12-string, lead electric, dulcimer, voices
- Anthony Banks / organ, piano, Mellotron, guitar, voices
- Michael Rutherford / acoustic 12-string, electric bass, nylon, cello, voices
- John Mayhew / drums, percussion, voices

Format: mp3 (320 kbps) = 115 mb

sábado, 15 de agosto de 2015

Caravan - Caravan & The New Symphonia - The Complet Concert [1974 / 2001] - United Kingdom / Reino Unido


Caravan decidiu após o sucesso de seu álbum, "For Girls Who Grow Plump In The Night" gravar um concerto ao vivo que consistia de uma orquestra que foi usada em todo o álbum "For Girls ...". Se você tiver o álbum original, você vai ter o que passou a ser a metade do álbum. A nova versão remasterizada tem tudo o que aconteceu naquela noite em outubro de 1973. A banda entrou no palco e tocaram algumas poucas faixas do novo álbum menos a orquestra. Os teclados de Dave Sinclair brilham, intensamente na maioria das faixas, (pelo menos ele não se limitou a realizar um cópia exata do seu trabalho em estúdio). A bateria de Coughlin também se destaca tanto na parte pré-orquestra quanto na segunda metade com orquestra. Quando a orquestra sobe ao palco as coisas realmente começam a ferver. Desde o início, "The Love In Your Eye" é a beleza encarnada. As cordas combinam perfeitamente com canto delicado de Pye. E os metais! é o Céu na Terra. As duas canções seguintes foram escritas literalmente naquele dia, com as letras feitas apenas horas antes do show começar. Ambas as canções retornam aos seus primeiros dias da banda com "Virgin on the Ridiculous" abrigando mais poder instrumental, especialmente com as teclas lastreadas em fuzz poderosos de Sinclair. No entanto, é a enésima versão ao vivo de "For Richard" que deve ser o chamariz para se comprar o disco. E tem grande chance de ser a versão mais potente, com a ajuda da orquestra ao fundo. O volume e a potência ficam tão altos que até o final da música que vai faltar o ar ao esperar uma colisão estrondosa. É o que você quer de uma tal fusão de instrumentos e muito mais! O disco termina com um bis com a orquestra que quase não aconteceu, (normas sindicais). Mas "Hunting We shall Go" é outra faixa extra e vale a pena. Ah, e devo mencionar violino de Richardson. ele é sua arma secreta, sem dúvida. Vou terminar dizendo, um disco ao vivo maravilhosamente bem feito com uma versão de "For Richard" que deve ser ouvida. Bom show pessoal!


Tracks:
1. Introduction by Alan Black/Memory Lain, Hugh Headloss (11:00) 
2. The Dog, the Dog, He's at It Again (6:36) 
3. Hoedown (3:54) 
4. Introduction (6:49) 
5. The Love in Your Eye (12:49) 
6. Mirror for the Day (4:29) 
7. Virgin on the Ridiculous (7:57) 
8. For Richard (14:18) 
9. A Hunting We Shall Go (10:23) 
Time: 78:17

Musicians:
- Richard Coughlan / drums 
- Jimmy Hastings / flute, alto saxophone 
- Pye Hastings / vocals, guitar 
- John G. Perry / bass, vocals 
- Morris Pert / percussion 
- Geoff Richardson / electric viola 
- David Sinclair / keyboards 

With:
- The New Symphonia: Vicky Brown, Tony Burrows, Helen Chappelle, Robert Lindop, Margot Newman, Danny Street, Liza Strike / backing vocals

Format: flac (tracks) = 469 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 182 mb

Caravan - Caravan & The New Symphonia - The Complet Concert [1974 / 2001] - United Kingdom / Reino Unido


Caravan decidiu após o sucesso de seu álbum, "For Girls Who Grow Plump In The Night" gravar um concerto ao vivo que consistia de uma orquestra que foi usada em todo o álbum "For Girls ...". Se você tiver o álbum original, você vai ter o que passou a ser a metade do álbum. A nova versão remasterizada tem tudo o que aconteceu naquela noite em outubro de 1973. A banda entrou no palco e tocaram algumas poucas faixas do novo álbum menos a orquestra. Os teclados de Dave Sinclair brilham, intensamente na maioria das faixas, (pelo menos ele não se limitou a realizar um cópia exata do seu trabalho em estúdio). A bateria de Coughlin também se destaca tanto na parte pré-orquestra quanto na segunda metade com orquestra. Quando a orquestra sobe ao palco as coisas realmente começam a ferver. Desde o início, "The Love In Your Eye" é a beleza encarnada. As cordas combinam perfeitamente com canto delicado de Pye. E os metais! é o Céu na Terra. As duas canções seguintes foram escritas literalmente naquele dia, com as letras feitas apenas horas antes do show começar. Ambas as canções retornam aos seus primeiros dias da banda com "Virgin on the Ridiculous" abrigando mais poder instrumental, especialmente com as teclas lastreadas em fuzz poderosos de Sinclair. No entanto, é a enésima versão ao vivo de "For Richard" que deve ser o chamariz para se comprar o disco. E tem grande chance de ser a versão mais potente, com a ajuda da orquestra ao fundo. O volume e a potência ficam tão altos que até o final da música que vai faltar o ar ao esperar uma colisão estrondosa. É o que você quer de uma tal fusão de instrumentos e muito mais! O disco termina com um bis com a orquestra que quase não aconteceu, (normas sindicais). Mas "Hunting We shall Go" é outra faixa extra e vale a pena. Ah, e devo mencionar violino de Richardson. ele é sua arma secreta, sem dúvida. Vou terminar dizendo, um disco ao vivo maravilhosamente bem feito com uma versão de "For Richard" que deve ser ouvida. Bom show pessoal!


Tracks:
1. Introduction by Alan Black/Memory Lain, Hugh Headloss (11:00) 
2. The Dog, the Dog, He's at It Again (6:36) 
3. Hoedown (3:54) 
4. Introduction (6:49) 
5. The Love in Your Eye (12:49) 
6. Mirror for the Day (4:29) 
7. Virgin on the Ridiculous (7:57) 
8. For Richard (14:18) 
9. A Hunting We Shall Go (10:23) 
Time: 78:17

Musicians:
- Richard Coughlan / drums 
- Jimmy Hastings / flute, alto saxophone 
- Pye Hastings / vocals, guitar 
- John G. Perry / bass, vocals 
- Morris Pert / percussion 
- Geoff Richardson / electric viola 
- David Sinclair / keyboards 

With:
- The New Symphonia: Vicky Brown, Tony Burrows, Helen Chappelle, Robert Lindop, Margot Newman, Danny Street, Liza Strike / backing vocals

Format: flac (tracks) = 469 mb
Format: mp3 (320 kbps) = 182 mb

sábado, 1 de agosto de 2015

Renaissance - Turning Of The Cards [1974] - United Kingdom / Reino Unido


"Turn of the Cards", terceiro álbum do lineup com Annie Haslam, representa mais um passo evolutivo, principalmente em termos de arranjo, dinâmica e produtividade. Eles já haviam se provado capazes de escrever canções fantásticas com melodias maravilhosas e instrumentais longos, cantado e tocado quase impecavelmente, mas essas habilidades estão agora acompanhadas por uma compreensão igual da arte de transformar músicas em obras de arte. Longe vão seções instrumentais simplesmente enxertadas em canções. Aqui, peças fluem naturalmente do início ao fim, englobando música melodiosa e descritivo instrumental em uma onda orgânica de agitação e calmaria, muitas vezes divagam ao longo do caminho mas nunca permite vaguear longe do caminho escolhido. Se "Prologue" criou a fórmula e "Ashes Are burning" definiu o modelo, em seguida, em "Turn Of The Cards" a banda encontrou a faísca que acendeu um fogo de criatividade que durou o próximo par de álbuns.

A faixa de abertura "Running Hard" (9:37), começa com improvisações bastante complexas de piano em um estilo combinado de Jazz e Música Clássica. Mas quando a música entra, a música tem melodia cativante, especialmente quando a voz de Annie Haslam entra na música. A faixa de abertura é realmente agradável como ele se move naturalmente de um segmento para outro, sem problemas.

A faixa seguinte "I Think Of You" (3:07) é uma canção orientada para o Pop com algum tipo de estilos de música Folk através da seção de ritmo e guitarra acústica. Combinado com o som de clavinet, faz essa música mais rica em texturas. As linhas de baixo acompanham a música do início ao fim.

A música move-se para batidas mais enérgicas com "Things I Don't Understand" (9:29), que novamente usando linhas de baixo apertado, bem como sulco dinâmico que move a música desta canção. A linha vocal transforma em notas altas registo durante parte interlúdio em um estilo canto, guitarra, enquanto ainda dominam a seção rítmica. É bom notar a seção de coro no meio da música.

"Black Flame" (6:23) começa com uma nuance ambiente com guitarra acústica tão grande de fundo suave e guitarra baixo traz a música no fluxo suave.  Seqüência de orquestração enriquece alguns segmentos pouco antes da linha vocal entrar na música. Mais uma vez, a melodia desta música é bastante cativante. O trabalho de clavinet faz a música muito interessante para desfrutar especialmente durante os movimentos com trabalho de tambor e quando ela retorna ao segmento mais tranquila.

"Cold is Being" (03:00) começa com som de órgão da igreja e a melodia é bastante familiar com a maioria de nós., pois é baseada na peça "Adagio" do compositor clássico Albinoni.

"Mother Russia" (9:18) é um grande épico que se move dinamicamente com brilhante composição da banda que move os altos e baixos de música, mexendo minha emoção. Esta canção não é apenas maravilhosa em termos de melodia, mas também em seu fluxo maravilhoso de um segmento para outro. O trabalho de seção de cordas faz a música mais rica. Outra grande canção por Renaissance.

No geral, o álbum contém composições maravilhosas que combinam - em sua maioria - Jazz, Rock, Folk em sua forma única através da ajuda da orquestra. Sem dúvida que a revista Progression Prog afirmou que "Turn of the Cards" é um dos 40 melhores álbuns de Rock Progressivo.


Tracks:
1. Running Hard (Dunford / Thatcher) (9:37) 
2. I think of You (Dunford / Thatcher) (3:07) 
3. Things I Don't Undertand (Dunford / McCarty) (9:29) 
4. Black Flame (Dunford / Thatcher) (6:23) 
5. Cold Is Being (Dunford / Thatcher) (3:00) 
6. Mother Russia (Dunford / Thatcher) (9:18)
Time: 40:54

Musicians:
- Jon Camp / bass, vocals 
- Michael Dunford / acoustic guitar, vocals 
- Annie Haslam / lead vocals 
- Terrence Sullivan / drums, percussion, backing vocals 
- John Tout / keyboards

Format: mp3 (320 kbps) = 95 mb

Renaissance - Turning Of The Cards [1974] - United Kingdom / Reino Unido


"Turn of the Cards", terceiro álbum do lineup com Annie Haslam, representa mais um passo evolutivo, principalmente em termos de arranjo, dinâmica e produtividade. Eles já haviam se provado capazes de escrever canções fantásticas com melodias maravilhosas e instrumentais longos, cantado e tocado quase impecavelmente, mas essas habilidades estão agora acompanhadas por uma compreensão igual da arte de transformar músicas em obras de arte. Longe vão seções instrumentais simplesmente enxertadas em canções. Aqui, peças fluem naturalmente do início ao fim, englobando música melodiosa e descritivo instrumental em uma onda orgânica de agitação e calmaria, muitas vezes divagam ao longo do caminho mas nunca permite vaguear longe do caminho escolhido. Se "Prologue" criou a fórmula e "Ashes Are burning" definiu o modelo, em seguida, em "Turn Of The Cards" a banda encontrou a faísca que acendeu um fogo de criatividade que durou o próximo par de álbuns.

A faixa de abertura "Running Hard" (9:37), começa com improvisações bastante complexas de piano em um estilo combinado de Jazz e Música Clássica. Mas quando a música entra, a música tem melodia cativante, especialmente quando a voz de Annie Haslam entra na música. A faixa de abertura é realmente agradável como ele se move naturalmente de um segmento para outro, sem problemas.

A faixa seguinte "I Think Of You" (3:07) é uma canção orientada para o Pop com algum tipo de estilos de música Folk através da seção de ritmo e guitarra acústica. Combinado com o som de clavinet, faz essa música mais rica em texturas. As linhas de baixo acompanham a música do início ao fim.

A música move-se para batidas mais enérgicas com "Things I Don't Understand" (9:29), que novamente usando linhas de baixo apertado, bem como sulco dinâmico que move a música desta canção. A linha vocal transforma em notas altas registo durante parte interlúdio em um estilo canto, guitarra, enquanto ainda dominam a seção rítmica. É bom notar a seção de coro no meio da música.

"Black Flame" (6:23) começa com uma nuance ambiente com guitarra acústica tão grande de fundo suave e guitarra baixo traz a música no fluxo suave.  Seqüência de orquestração enriquece alguns segmentos pouco antes da linha vocal entrar na música. Mais uma vez, a melodia desta música é bastante cativante. O trabalho de clavinet faz a música muito interessante para desfrutar especialmente durante os movimentos com trabalho de tambor e quando ela retorna ao segmento mais tranquila.

"Cold is Being" (03:00) começa com som de órgão da igreja e a melodia é bastante familiar com a maioria de nós., pois é baseada na peça "Adagio" do compositor clássico Albinoni.

"Mother Russia" (9:18) é um grande épico que se move dinamicamente com brilhante composição da banda que move os altos e baixos de música, mexendo minha emoção. Esta canção não é apenas maravilhosa em termos de melodia, mas também em seu fluxo maravilhoso de um segmento para outro. O trabalho de seção de cordas faz a música mais rica. Outra grande canção por Renaissance.

No geral, o álbum contém composições maravilhosas que combinam - em sua maioria - Jazz, Rock, Folk em sua forma única através da ajuda da orquestra. Sem dúvida que a revista Progression Prog afirmou que "Turn of the Cards" é um dos 40 melhores álbuns de Rock Progressivo.


Tracks:
1. Running Hard (Dunford / Thatcher) (9:37) 
2. I think of You (Dunford / Thatcher) (3:07) 
3. Things I Don't Undertand (Dunford / McCarty) (9:29) 
4. Black Flame (Dunford / Thatcher) (6:23) 
5. Cold Is Being (Dunford / Thatcher) (3:00) 
6. Mother Russia (Dunford / Thatcher) (9:18)
Time: 40:54

Musicians:
- Jon Camp / bass, vocals 
- Michael Dunford / acoustic guitar, vocals 
- Annie Haslam / lead vocals 
- Terrence Sullivan / drums, percussion, backing vocals 
- John Tout / keyboards

Format: mp3 (320 kbps) = 95 mb

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Gentle Giant - I Lost My Head (The Chrysalis Years 1975-1980) - United Kingdom / Reino Unido


Este é um glorioso box set apresentando todos os álbuns do Gigante Gentil lançados pelo rótulo Chrysalis de 1975 a 1980. Esta é uma maneira maravilhosa de se apossar desses álbuns remasterizados em 2012 e que impactaram o catálogo da banda ao longo dos anos. Como bônus temos versões inéditas de apresentações no programa de John Peel assim como alguns singles. Altamente recomendado !!!! 

Tracks:

DISC 1
FREE HAND (1975)
1. Just The Same (5.34)
2. On Reflection (5.43)
3. Free Hand (6.15)
4. Time To Kill (5.09)
5. His Last Voyage (6.27)
6. Talybont (2.43)
7. Mobile (5.03)
Bonus tracks:
8. 1976 Intro Tape (previously unreleased) (1.39)
9. Just The Same (John Peel session) (6.00)
10, Free Hand (John Peel session) (6.05)
11. On Reflection (John Peel session) (5.42)
12. Give It Back (International 7" mix) (3.48)
13. I Lost My Head (7" mix) (3.29)

DISC 2
INTERVIEW (1976)
1. Interview (6.51)
2. Give It Back (5.12)
3. Design (5.02)
4. Another Show (3.31)
5. Empty City (4.39)
6. Timing (4.39)
7. I Lost My Head (6.55)

THE MISSING PIECE (1977)
8. Two Weeks In Spain (3.06)
9. I'm Turning Around (3.59)
10. Betcha Thought We Couldn't Do It (2.25)
11. Who Do You Think You Are? (3.36)
12. Mountain Time (3.23)
13. As Old As You're Young (4.21)
14. Memories Of Old Days (7.19)
15. Winning (4.17)
16. For Nobody (4.07)

DISC 3
PLAYING THE FOOL (LIVE 1976)
1. (a) Just The Same/(b) Proclamation (11.17)
2. On Reflection (6.27)
3. Excerpts from 'Octopus' (15.39)
4. Funny Ways (8.31)
5. (a) The Runaway/(b) Experience (9.31)
6. So Sincere (10.19)
7. Free Hand (7.40)
8. Sweet Georgia Brown (1.22)
9 (a) Peel The Paint/(b) I Lost My Head (7.28)

DISC 4
GIANT FOR A DAY (1978)
1. Words From The Wise (4.16)
2. Thank You (4.50)
3. Giant For A Day (3.51)
4. Spookie Boogie (2.55)
5. Take Me (3.37)
6. Little Brown Bag (3.29)
7. Friends (2.01)
8. No Stranger (2.31)
9. It's Only Goodbye (4.20)
10. Rock Climber (3.53)
Bonus tracks:
11. Thank You (7" single edit A) (3.50)
12. Words From The Wise (7" single edit B) (3.04)

CIVILIAN (1980)
13. Convenience (Clean And Easy) (3.13)
14. All Through The Night (4.23)
15. Shadows On The Street (3.16)
16. Number One (4.47)
17. Underground (3.49)
18. I Am A Camera (3.32)
19. Inside Out (5.52)
20 It's Not Imagination (4.04)

Musicians:
- Derek Shulman/ vocals, saxes, alto sax, descant recorder, bass & percussion
- Ray Shulman/ bass, violin, acoustic guitar, descant recorder, trumpet, vocals & percussion
- Kerry Minnear/ keyboards, cello, vibes, tenor recorder, vocals & percussion
- Gary Green/ electric, acoustic & 12 string guitars, alsto & descant recorder, vocals & percussion
- John Weathers/ drums, tambour, vibes, percussion & backing vocals


Format: mp3  (320 kbps) = disc 1 = 152 mb
Format: mp3  (320 kbps) = disc 2 = 166 mb
Format: mp3  (320 kbps) = disc 3 = 177 mb
Format: mp3  (320 kbps) = disc 4 = 171 mb

Gentle Giant - I Lost My Head (The Chrysalis Years 1975-1980) - United Kingdom / Reino Unido


Este é um glorioso box set apresentando todos os álbuns do Gigante Gentil lançados pelo rótulo Chrysalis de 1975 a 1980. Esta é uma maneira maravilhosa de se apossar desses álbuns remasterizados em 2012 e que impactaram o catálogo da banda ao longo dos anos. Como bônus temos versões inéditas de apresentações no programa de John Peel assim como alguns singles. Altamente recomendado !!!! 

Tracks:

DISC 1
FREE HAND (1975)
1. Just The Same (5.34)
2. On Reflection (5.43)
3. Free Hand (6.15)
4. Time To Kill (5.09)
5. His Last Voyage (6.27)
6. Talybont (2.43)
7. Mobile (5.03)
Bonus tracks:
8. 1976 Intro Tape (previously unreleased) (1.39)
9. Just The Same (John Peel session) (6.00)
10, Free Hand (John Peel session) (6.05)
11. On Reflection (John Peel session) (5.42)
12. Give It Back (International 7" mix) (3.48)
13. I Lost My Head (7" mix) (3.29)

DISC 2
INTERVIEW (1976)
1. Interview (6.51)
2. Give It Back (5.12)
3. Design (5.02)
4. Another Show (3.31)
5. Empty City (4.39)
6. Timing (4.39)
7. I Lost My Head (6.55)

THE MISSING PIECE (1977)
8. Two Weeks In Spain (3.06)
9. I'm Turning Around (3.59)
10. Betcha Thought We Couldn't Do It (2.25)
11. Who Do You Think You Are? (3.36)
12. Mountain Time (3.23)
13. As Old As You're Young (4.21)
14. Memories Of Old Days (7.19)
15. Winning (4.17)
16. For Nobody (4.07)

DISC 3
PLAYING THE FOOL (LIVE 1976)
1. (a) Just The Same/(b) Proclamation (11.17)
2. On Reflection (6.27)
3. Excerpts from 'Octopus' (15.39)
4. Funny Ways (8.31)
5. (a) The Runaway/(b) Experience (9.31)
6. So Sincere (10.19)
7. Free Hand (7.40)
8. Sweet Georgia Brown (1.22)
9 (a) Peel The Paint/(b) I Lost My Head (7.28)

DISC 4
GIANT FOR A DAY (1978)
1. Words From The Wise (4.16)
2. Thank You (4.50)
3. Giant For A Day (3.51)
4. Spookie Boogie (2.55)
5. Take Me (3.37)
6. Little Brown Bag (3.29)
7. Friends (2.01)
8. No Stranger (2.31)
9. It's Only Goodbye (4.20)
10. Rock Climber (3.53)
Bonus tracks:
11. Thank You (7" single edit A) (3.50)
12. Words From The Wise (7" single edit B) (3.04)

CIVILIAN (1980)
13. Convenience (Clean And Easy) (3.13)
14. All Through The Night (4.23)
15. Shadows On The Street (3.16)
16. Number One (4.47)
17. Underground (3.49)
18. I Am A Camera (3.32)
19. Inside Out (5.52)
20 It's Not Imagination (4.04)

Musicians:
- Derek Shulman/ vocals, saxes, alto sax, descant recorder, bass & percussion
- Ray Shulman/ bass, violin, acoustic guitar, descant recorder, trumpet, vocals & percussion
- Kerry Minnear/ keyboards, cello, vibes, tenor recorder, vocals & percussion
- Gary Green/ electric, acoustic & 12 string guitars, alsto & descant recorder, vocals & percussion
- John Weathers/ drums, tambour, vibes, percussion & backing vocals


Format: mp3  (320 kbps) = disc 1 = 152 mb
Format: mp3  (320 kbps) = disc 2 = 166 mb
Format: mp3  (320 kbps) = disc 3 = 177 mb
Format: mp3  (320 kbps) = disc 4 = 171 mb

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