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terça-feira, 23 de junho de 2015

Panna Fredda - Uno [1971] [REMASTERED WITH BONUS TRACKS] - Italy / Itália



Panna Fredda foi uma banda de Prog italiana oriunda de Roma e é uma das muitas bandas de um unico disco do início dos anos setenta dentro do gênero. O line up em seu primeiro (e último) álbum contou com Carlo de Bruno (baixo), Giorgio Brandi (teclados, guitarra), Filippo Carnevale (bateria, guitarra) e Angelo Giardinelli (vocais, guitarra, bateria - compositor e letrista). Eles começaram a tocar melódicas canções "Beat", mas após o lançamento de alguns singles mudaram de direção musical e conseguiram dar forma a uma mistura muito interessante de melodia italiana, Prog Rock e influências clássicas.  Apesar da boa qualidade do trabalho, sua gravadora, Vedette, não lhes deu crédito, de modo que o Panna Fredda dissolveu-se antes mesmo do lançamento do álbum ... Depois da experiência com o Panna Fredda o tecladista Giorgio Brandi voltou-se para um estilo mais comercial e juntou-se a uma banda de Pop melódico chamada I Cugini di Campagna (a antítese do Prog de fato!), enquanto os outros membros não tiveram tanta sorte e desistiram da carreira musical. Que pena!

A faixa e abertura dark "La paura" (Medo) poderia lembrar um pouco de Uriah Heep, com um ritmo forte e bem marcado.

A segunda faixa "Un re senza reame" (um rei sem trono) é sobre o absurdo do poder e da guerra e pode lembrar de algumas obras de Le Orme ...

Em seguida, vem "Un uomo" (um homem) que começa como a trilha sonora de um "western spaghetti" e soa como uma espécie de "Ennio Morricone atende Le Orme e PFM". Trata-se de um duelo entre o amor e o ódio e letras contam a história de um homem que matou por amor, mas foi condenado pelas pessoas que não o entendiam.

"Scacco al re Lot" (Checkmate Para o rei Lot) é uma espécie de mini-suite com uma primeira parte dark onde a letra descreve a morte nunca cansando de caçar presas novas montando um garanhão preto, o Grim Reaper, mais passagens melódicas e acústicas a seguir, onde as pessoas choram ela a morte de seu bom rei Lot e esperança por mais um bom rei (você pode reconhecer aqui, mesmo uma pequena dica do hino nacional italiano).

A longa e complexa "Il vento, la luna e pulcini blu (único rosso)" apresenta um trabalho interessante de passagens de cravo barroco que se alterna com atmosferas psicodélicas mas na minha opinião não está no mesmo nível da faixa anterior. A letra descreve crianças brincando com o vento, a lua e os pintinhos pequenos azuis, uma igreja branca, um sol vermelho sobre o altar ... visões irreais que parecem se derreter contra a realidade: "Agora eu estou escutando os sons que minha mente se recusa / Meu sangue vai queimar o que resta de mim "...

A última faixa "Waiting" é um bom e curto instrumental com guitarra e teclados na vanguarda. 

No Cd relançado pela Vinyl Magic pode-se encontrar como bônus tracks as duas primeiras músicas da banda, "Delirio" (Frenzy) e "strisce Rosse" (listras vermelhas). Embora sejam um pouco fracas, comparando-as com as outras faixas você pode ver a evolução do estilo do Panna Fredda ...

No geral, é uma excelente adição a coleção de Prog italiano!


Tracks:
1. La Paura (6:02)
2. Un Re Senza Reame (5:06)
3. Un Uomo (4:56)
4. Scacco Al Re Lot (4:32)
5. Il Vento, La Luna E Pulcini Blu (9:58)
6. Waiting (3:08)
Time: 33:44

Musicians:
- Angelo Giardinelli / guitar, vocals
- Giorgio Brandi / keyboards, guitar
- Filippo Carnevale / guitar, drums
- Carlo Bruno / bass

Format: flac (image + cue) = 250 mb = Mega / pass = makina
Format: mp3 (320 kbps) = 93 mb = Mega / pass = makina

Zomby Woof - Riding on a Tear [1977] - Germany / Alemanha

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Tantra - Misterios e Maravilhas [1977] - Portugal


Manuel Cardoso, Armando Gama, Américo Luís e Tozé Almeida adeptos da filosofia espiritual de Paramahansa Yogananda e da música progressiva do YES e GENESIS  fundaram o TANTRA em 1976. O grupo destacava-se logo não só pelo investimento feito nos seus instrumentos e PA como revelava também uma certa ambição em competir com o melhor que se fazia lá fora quer a nível de encenação de espetáculos, quer ao nível dos próprios arranjos (complexos) que o gênero exige.

Em novembro de 1977, lançam, pelo selo Valentim de Camargo/EMI, ”Mistérios e Maravilhas” o melhor álbum de Rock português pré – Punk/New Wave. Desde logo a destacar a capa do disco, a indiciar uma quebra com o tom da época, parecendo mais uma imagem de Roger Dean (autor do visual dos YES). 

“Mistérios e Maravilhas” foi lançado num momento em que o Rock Progressivo estava em decadência, como já fora citado. Mas surpreendeu pelo seu sucesso. Sucesso este que pode ser creditado ao próprio estágio em que o Rock se encontrava em Portugal. Antes da Revolução de Abril de 1974 (Mais conhecida como “Revolução dos Cravos”), o Rock em Portugal, com poucas exceções, era baseado nos covers de bandas estrangeiras, como Beatles e Beach Boys, com apresentações em clubes ou pequenos teatros. De acordo com Aristides Duarte, em seu livro “Memórias do Rock Português”, o regime salazarista apenas tolerava o Rock, mas que dava o ar da graça através da sua censura, como foi no caso do álbum de estréia do QUARTETO 1111 e nas permissões para a apresentação de grupos estrangeiros. Ainda segundo Duarte, muitos grupos eram desfeitos por causa da guerra colonial e, mais tarde, por causa do engajamento na luta pelo fim do salazarismo. Somente após 1975 que começa a existir um Rock, de fato, português. E o Progressivo em Portugal, curiosamente, teve como um dos seus impulsos as apresentações do GENESIS em terras portuguesas, no ano de 1975. Também teve início ao surgimento de várias bandas que seguiam essa vertente. E uma delas foi o TANTRA, que surgiu em 1976 com o lançamento do compacto “Alquimia da Luz/Novos Tempos”. Quando do lançamento de “Mistérios e Maravilhas”, a formação do Tantra era Américo Luís (Guitarra e baixo), Manuel Cardoso (Frodo e guitarra), Armanda Gama (Órgão, teclados e sintetizadores) e Tozé Almeida (Bateria). Pelo fato de o som do Rock Progressivo ser uma novidade em Portugal, o disco (bem como todo o gênero em si) teve uma boa receptividade no momento em que foi lançado, contrastando com o momento em que o Prog Rock passava em nível mundial. 

O álbum contém fortes influências de bandas como GENESIS, YES e PINK FLOYD. É quase todo instrumental, somente duas faixas possuem letras: “À beira do fim” e “Partir Sempre”, coincidentemente a primeira e a última faixa, respectivamente. Mas nem por isso, deixa de ser um excelente álbum, apesar de todo o clichê que um álbum de Rock Progressivo pode ter: faixas longas, com belas harmonias instrumentais e (embora poucas) vocais, farto uso de sintetizadores, etc. Todas as seis faixas são excelentes, tendo destaque para as faixas “Á Beira do Fim” que com os seus teclados siderais, dá ao grupo uma aura espiritual, com a voz de Manuel Cardoso (também conhecido nos espetáculos ao vivo como “Frodo”) a dar o mote para um arranque jazzístico-picadélico até aos confins do universo. “À Beira do Fim…por mundos imaginados…”. O instrumental “As Aventuras de Um Dragão Num Aquário” com a viola de Cardoso a dar um toque Folk britânico pastoral, na melhor tradição de um Steve Howe ou Greg LakeOs “Tours de Force” vêm sob as formas do tema – título,  com uma empolgante linha de sintetizador, e a “Máquina da Felicidade”. Temas longos e estruturas melódicas complexas, com solos rasgados de teclados e guitarra e uma percussão com dinâmica multi-rítmica. Ao vivo o grupo estaria mais desinibido, livres das pressões temporais de um disco de vinil, esticando estes temas até quase ao infinito.

Manuel Cardoso, entrega no final do disco o comando criativo a Armando Gama e a sua “Syntorquestra”, ou seja uma parafernália de teclados moog e sintetizadores com evidência nos temas “Variações sobre uma Galáxia” e “Partir Sempre”. Este último, sem dúvida o tema mais melódico do álbum, com possibilidades mais comerciais, graças á voz “festivaleira” de Gama.

O álbum ganhou reconhecimento em todo o país e, posteriormente, em nível mundial, diga-se de passagem, sendo considerado um dos cem maiores da música portuguesa. O TANTRA viria a lançar mais dois discos (“Holocausto”, de 1978 e “Humanoid Flesh”, de 1981) até encerrar atividades em 1981. Mas o grupo foi reformado em 2003, tendo Manuel Cardoso como único membro original ainda remanescente na banda. 

Este álbum, sem dúvida, mostra que Portugal tinha (e ainda tem) um Rock de primeira linha e que o país não vive só de fado e do conhecido “vira-vira”.



Tracks:
1. A Beira Do Fim (11:01)
2. Aventuras De Um Dragao Num Aquario (2:09)
3. Misterios E Maravilhas (6:19)
4. Maquina Da Felicidade (13:39)
5. Variacoes Sobre Uma Galaxia (1:24)
6. Partir Sempre (9:29)
Time: 54:01

Musicians:
- Armando Gama / keyboards
- Americo Luis / bass
- Manuel Cardoso / guitar
- To Ze Almeida / drums

Format: flac (tracks + cue) = 354 mb = Yandex
Format: flac (tracks + cue) = 354 mb = Mega / pass = makina

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Imán - Camiño Del Aguilla [1980] - Spain / Espanha


O quarteto de Prog-Rock Espanhol Imán Califato Independiente tem suas origens em uma convenção, dadas pelo guru de meditação Maja-raj-ji, em meados dos anos setenta. Como hippies genuínos, os músicos viveram juntos em uma casa em El Puerto De Sta. Maria e, vierm a fundar a banda Iman e em 78 e lançaram seu primeiro disco auto-intitulado nesse mesmo ano. Dois anos mais tarde seguiu-se o lançamento do seu segundo álbum entitulado "Camino Del Aguila" composto por 4 faixas. 

Esse registro possui muito mais inspiração e segue a mesma linha do antecessor - Flamenco orientado ao Progressivo Sinfônico, com muitas influências de Camel, era Genesis de 1976 à 1978 e a banda Return To Forever. O conjunto instrumental trabalha com fluidez de uma maneira bem oleada, e o nível de desempenho é excelente e cheio de finesse. Um novo baixista entrou na banda, Urabno Moraes (do Uruguai), que proporciona um som de destaque no seu instrumento, não restringindo-a a um mero complemento da bateria de Guerrero, mas também deixa-o vir à tona, às vezes, a fim de fornecer adicional melódico como um contraponto à guitarra e solos de sintetizador. Os restantes membros originais mantem-se fiéis aos seus próprios estilos: Guerrero e Mantero exibem suas sensibilidades jazzy, enquanto o guitarrista Rodriguez recicla suas influências (principalmente Hackett e Latimer, mas também algumas texturas Frippianas também) com cores Flamencas. 

1. "La marcha de los enanitos" (10:30): O álbum abre com um ritmo mid-tempo entregando forte interação com um tom Mourisco entre guitarra e sintetizador e percussão propulsiva. Em seguida, uma emocionante clima sensual para um ambiente mais dinâmico com gradual trabalho de sintetizador e guitarra, apoiado por um sólido seqüência de todo o conjunto exuberante, mostrando uma mistura dinâmica de Prog Andaluz e Jazz Rock!

2. "Maluquinha" (06:29): Em um ritmo balançando mais uma vez podemos desfrutar de uma sonoridade Andaluz, acompanhada por uma percussão emocionante e um solo de sintetizador fluente.

3. "Camino del Aguila" (14:00): A faixa-título soa muito alternada com uma secção de ritmo impressionante, grande interação entre guitarra e sintetizador (como Iceberg) e um monte de idéias musicais interessantes, a partir de um uivo, Morish inspirado solo de guitarra e um ritmo cativante com forte interacção entre todos os músicos. A guitarra vem na veia de Steve Howe em "Relayer" e um solo de sintetizador bem chamativo.

4. "Niños" (03:05): É uma maravilhosa peça sonhadora bastante melancólica, primeiro com teclados Spacey, depois guitarra espanhola e vocais quentes, então sensíveis arranjos de violão clássico, voos lentos de sintetizador e um som de cordas exuberante, este é o lado melodramático da banda.

Iman oferece uma fusão muito emocionante de Prog Andaluz e Jazz-Rock, altamente recomendado!


Tracks:
1. La marcha de los enanitos (10:30)
2. Maluquinha (6:29)
3. Camino del aguila (14:00)
4. Niños (3:05)
Time: 34:04

Musicians:
- Kiko Guerrero / drums, percussion
- Marcos Mantero / keyboards
- Urbano Moraes / bass, percussion, chorus
- Manuel Rodriguez / vocals, guitars
+
 Ruben Dantas / percussion (2)
- Dierdre Fallon / chorus (4)

Format: flac (image + cue) = 201 mb = Mega / pass = makina
Format: mp3 (320 kbps) = 81 mb = Mega / pass = makina

terça-feira, 16 de junho de 2015

Premiata Forneria Marconi - Cook (Live in USA) - 1974 - Italy / Itália


Este é um álbum muito agradável, do início ao fim, mesmo que a qualidade da gravação não seja exatamente muito boa (sendo registrada em agosto de 1974), esta banda brilha. Eles tocam com energia e sentimento. Sua música é muito original, com seu muito particular "gosto italiano".

Este álbum, foi predominantemente gravado e lançado para promover as versões internacionais dos álbuns com letras escritas e cantadas em Inglês ("Photos Of  Ghosts" e "The World Becames The World"), mesmo que "Dove ... Quando" e "Celebration" apareçam aqui cantadas em italiano. Artigos foram publicados questionando os vocais da banda que seriam fracos, mas eu acho que Franco Mussida e Flavio Premoli, fazem um trabalho muito bom apesar de não ser puramente "cantores".

Este álbum ao vivo começa com "Four Holes in the Ground", a versão com letras em inglês da música "La Luna Nova". Cada membro da banda brilha nesta canção, particularmente o baterista Franz Di Cioccio e o tecladista Flavio Premoli. Essa música tem várias mudanças de andamento, e tempos difíceis. É uma boa canção de início para este álbum.

"Dove ... Quando" é uma canção "tranqüila", sem bateria, porém com um pouco de percussão. É executada em um piano Fender Rhodes. Possui também um ótimo e melodioso arranjo, incluindo uma flauta "Prog balada" no estilo italiano.

"Just Look Away" é a versão em Inglês da música "Dolcissima Maria". É estrelada com um uma improvisação de guitarra acústica. o baterista Di Cioccio toca ótimos tambores na parte final da canção. Esta canção também tem um maravilhoso arranjo de flauta. É muito melódica.

A música "Celebration" é a versão em Inglês da canção "É Festa", mas a versão incluída neste álbum ao vivo é  tem a letra cantada em italiano. Esta canção também inclui uma breve melodia do teclado retirado da canção "The World Becames The World" (a canção original com letras italianas é chamado de "Impressioni di Settembre"). A mistura de ambas as canções soa muito boa.

"Mr. 9 till Five" é a versão em Inglês da música "Generalle" (que não possui letras na versão original lançada em Itáliano). Esta é também uma canção muito boa, com assinaturas de tempo rígidas e até mesmo com algumas influências de Jazz.

"Alta Loma 5 Till 9" é uma canção que foi incluída pela primeira vez neste álbum, não aparecendo em nenhum álbum de estúdio anteriormente. É uma canção em forma de "Jam", que começa com um guitarra  Bluesy, teclados e solos de violino, e é a "mais pesada" faixa deste álbum. Inlcui também um arranjo de Rossini`s "William Tell Overture", que fecha este longo instrumental.

Se um fã de música Rock Progressivo ouvir pela primeira esta banda, o álbum é muito representativo de sua música dos anos setenta. A banda estava no seu auge e começava a conquistar o mercado internacional além da Itália e construindo sua fama de mestres italianos do Prog-Rock.



Tracks:
1. Four Holes In The Ground (7:22)
2. Dove....Quando.... (4:30)
3. Just Look Away (8:05)
4. Celebration (including "The World Became The World") (8:55)
5. Mr. Nine Till Five (4:25)
6. Alta Loma Nine Till Five (including "William Tell Overture") (15:20)
Time: 48:34

Musicians:
- Jan Patrick Djivas / bass
- Franz Di Cioccio / drums, vocal
- Franco Mussida / electric guitar, acoustic guitar, vocal
- Mauro Pagani / flute, violin, vocal
- Flavio Premoli / Hammond organ, piano, Mellotron, Moog, vocal

Format: flac (tracks + cue) = 319 mb = Mega / pass = progfriends
Format: mp3 (320 kbps) = 118 mb = Mega / pass = progfriends

Os Mutantes - Tudo Foi Feito Pelo Sol [1974] [REMASTERED WITH BONUS TRACKS] - Brazil / Brasil

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