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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Quaterna Réquiem - O Arquiteto [2012] - Brazil / Brasil


Considerada uma das melhores bandas do estilo surgidas para o mundo no início dos anos 90 e comandada pela professora de música erudita e mestre nos teclados Elisa Wiermann e por seu irmão artista plástico (pintor) e baterista Cláudio Dantas (nas duas atividades um dos melhores do país) acompanhados de ótimos músicos que completam a banda: Kleber Vogel, violino; Roberto Crivano, guitarra e Jorge Mathias, baixo, o QR lançou esse maravilhoso terceiro disco de estúdio, que levou anos para ser gerado.

Trata-se de trabalho conceitual abordando os maiores arquitetos do mundo. Cada tema remete a um grande nome que são inspiração para a suíte, de países e estilos de época diferentes: Itália - Renascença, França - Barroco/Classicismo, EUA - Modernismo, Espanha - Romantismo e Brasil - Modernismo/Contemporâneo.

Oscar Niemeyer ouviu e deu seu depoimento (de grande valia, não é mesmo?): "Além de agradecido pela gentileza de uma faixa musical dedicada a mim, constatei que o CD "O Arquiteto" lançado pelo grupo musical Quaterna Réquiem mostra a capacidade de suas músicas em ver e sentir a arquitetura do mesmo modo que sua própria música. Um projeto da mais alta qualidade e conteúdo artístico, que muito me agradou."

Como seria de se esperar da banda, o trabalho é todo baseado num Symphonic Prog de extremo bom gosto e sensibilidade com pianos, violinos e teclados, como pode-se notar na primeira faixa 'Preludium' e também na segunda "Mosaicos" com seu piano, violão clássico acústico de Roberto Crivano e e camadas de teclados.



No dia 17/01/2014, realizaram um show esplendoroso, magnífico e extremamente emocionante na tenda do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro - show este que fazia parte do cronograma de apresentações da Mostra Internacional de Rock Progressivo, que contou entre outros nomes de peso com atrações internacionais: CARL PALMER BAND e PREMIATA FORNERIA MARCONI. Não há quem não tenha saído extasiado (eu incluido) com o "poder de fogo" da banda que mantém a jovialidade e energia do Rock Sinfônico nacional, como no início de sua carreira.

Tracks:
1. Preludium (11:05)
2. Mosaicos (4:31)
3. Fantasia Urbana (11:51)
4. Suite O Arquiteto...
I - Bramante (4:49) Interludio Pedra (2:21)
II - Mansart (3:31) Interludio Vidro (1:40)
III - Frank Lloyd (7:34) Interludio Madeira (2:42)
IV - Gaudi (13:25) - Interludio Concreto (0:42)
V - Niemeyer (5:35)
VI - Desconstrução (3:12)
VII - Postludium (4:35)
Total Time: 77:53

Musicians:
- Claudio Dantas / drums
- Elisa Wiermann / keyboards
- Kleber Vogel / violin
- Roberto Crivano / guitars
- Jorge Matias / bass

Format: flac (tracks + cue) = 476 mb =  mega (parte 1) / mega (parte 2) / pass = makina
Format: mp3 (320 kbps) = 178 mb = Mega / pass = muro

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Quaterna Réquiem - Livre [1999] - Brazil / Brasil


Quaterna Requiem emergiu como uma das melhores bandas do Brasil durante os anos 90 em um momento em que, por coincidência, o Prog sinfônico estava passando por uma espécie de ressurgimento. 

O álbum é gravado ao vivo retirado de um concerto no Teatro Scala, no Rio de Janeiro; a qualidade do som é excelente. Duas faixas aparecem aqui e são inéditas,"Triade" e "Solo De Bateria", três retiradas do álbum "Quasimodo", e  a última faixa "Velha Gravura" que é originária do primeiro disco de mesmo nome conta com a participação de Kleber Vogel tocando violino. 

A marca do Quaterna Requiem é o Prog Sinfônico que é influenciada pela música clássica, embora essa influência vai muito além, na medida em que o período medieval também está presente nas melodias criadas. 

"Fanfarra", que começa soando praticamente como uma fanfarra da Idade Média tocada em instrumentos elétricos, é uma versão maravilhosamente energética com uma melodia que tem uma guitarra cortante de José Crivano disputando com sintetizador de Elisa Wiermann como o principal foco de atenção.

"Quasimodo", ou, pelo menos, uma versão truncada, já que a original tem pelo menos 38 minutos, está  reduzida para pouco mais de 19 minutos. Ainda assim, a musicalidade é de alto nível e é uma performance épica, dada a natureza labiríntica da faixa. 

"Triade" é uma boa faixa.

A poderosa "Irmaos Grimm" inicia , resumindo a fusão perfeita de floreios medievais com Rock Progressivo suave. A energia da música torna-a uma experiência "ardente" e sempre altamente melódica.

O baterista Claudio Dantas produz um solo de bateria estrondoso que nos leva à última faixa, a versão de 23 minutos de "Velha Gravura". Considerando que o corte estúdio de "Quasimodo" foi abreviada para metade de sua duração para esta performance ao vivo, "Velha Gravura" foi duplicada para dar espaço para alguns solos prolongados de Kleber Vogel, cujo violino é sempre elegante e colorido. Esplêndida, mais dinâmica e ainda melhor do que o original.

Este álbum é uma excelente introdução à carreira do Quaterna Requiem embora eu ainda recomende seus álbuns de estúdio. Ótima audição !!!


Tracks:
1. Fanfarra (5:41)
2. Quasimodo (19:03)
3. Triade (4:27)
4. Irmãos Grimm (11:26)
5. Solo de Bateria (6:04)
6. Velha Gravura (23:06)
Total Time: 69:47

Musicians:
- José Roberto Crivano / acoustic & electric guitars
- Cláudio Dantas / drums, percussion
- Fred Fontes / bass
- Elisa Wiermann / keyboards, arrangements

Format: flac (tracks + cue) = 503 mb = Mega
Format: mp3 (320 kbps) = 162 mb = Zippyshare / pass = muro
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scans

domingo, 22 de junho de 2014

Recordando o Vale das Maçãs - 1977 - 1982 [2002] - Brazil / Brasil


As bandas da América do Sul, parecem não ter muito destaque em críticas e resenhas, mas esta certamente merece toda a sua atenção. Esta "one shot band", como muitas outras grandes bandas italianas também entram na divisão de maravilha sinfônica.

O ano de 1977 viu nascer no Brasil esta gema do rock progressivo nacional. Através do álbum As Crianças da Nova Floresta, o Recordando o Vale das Maçãs estabeleceu-se como um dos principais nomes da música na virada da década de 70 e para os 80, com canções que remetiam para as origens do rock progressivo, mas sem exagerar em técnica ou virtuosismo, apenas empregando letras sensacionais em arranjos belíssimos e encantadoramente trabalhados.

O Recordando o Vale das Maçãs foi formado em 1973, em Santos (SP) através dos amigos Fernando Pacheco (violões e voz), Fernando Motta (violões e percussão) e Domingos Mariotti (flauta, voz), com a ideia de tentar mostrar o som da natureza através da música. Motta e Pacheco já haviam tocado juntos nos grupos Os Lobos e End Up Six.

Com o passar dos anos novos músicos uniram-se ao grupo, sendo que Domingos saiu em 1977. Pacheco, Motta, Luis Aranha (violino), Moacir Amaral (flautas), Eliseu de Oliveira (teclados), Ronaldo Mesquita (baixo) e Milton Bernardes (bateria) gravaram "As Crianças da Nova Floresta", gravado em 1977, mas lançado em 1978, e que é considerado por muitos o melhor disco de rock progressivo brasileiro já lançado (na frente de qualquer um de O Terço, Mutantes, O Som Nosso de Cada Dia e Módulo 1000). 

De uma forma geral, o disco apresenta letras similares às do YES, contando histórias de alegria, superação, força de vontade e também alguns momentos de misticismo, sempre passando um lado “natureza” em todas as faixas, destacando o excelente trabalho entre flauta, violões e percussão. As canções do Lado A de "As Crianças da Nova Floresta", tratam sobre esperança (“Rancho, Filhos e Mulher”, mitologia (“Besteira”), loucura (“Olhar de Um Louco”) e vida (“Raio de Sol”).

Na quinta faixa, antigo lado B do vinil, o começo suave, com a flauta e os violinos sendo introduzidos ao mesmo tempo do violão e do baixo (que merece destaque em todo o álbum), dão sequência ao estribilho de teclados que leva ao início a letra (“quando eu penso nas voltas, que a vida, nos leva a dar …”). O ritmo lento, com a flauta fazendo intervenções junto com a voz, é simplesmente encantador. A bateria segura de Milton marca a canção quase com uma precisão cirúrgica, enquanto a letra vai discorrendo sobre como se livrar dos problemas, vendo que outras pessoas tem problemas piores que você, que você precisa mudar algumas situações/opiniões para ser mais feliz. 

As harmonias vocais juntamente dos tecados vão aumentando o ritmo da canção, até chegarmos no momento onde você “encara os problemas de frente”, com um belo solo de baixo seguido por uma sequência de solos de teclado e baixo. A flauta soa mais forte, acompanhada pelo violão de 12 cordas de Pacheco, onde as verdades que precisam ser vistas são mostradas. 

“Olhe tudo do jeito que você quiser ver, mas antes olhe pra dentro de você, o caminho começa por aí” é o ponto mais forte da canção, que segue no mesmo ritmo, com o baixo tomando conta da canção juntamente com a letra e os acompanhamentos dos violões. Por fim, “unam-se as mãos e venham conhecer essas crianças, por que essas crianças são vocês” encerra a letra, mostrando que todos somos crianças, que temos que evoluir e não criar problemas, mas sim aprender a solucioná-los. Uma bela letra para uma bela canção, que termina com uma voz feminina angelical, que não dá pra saber se é de uma mulher ou de uma menina, mas que fecha com chave de ouro essa canção. Esses vocais foram feitos pela cantora Cristina Lobão, que saiu do grupo ainda em 1977.

O grupo acabou sendo contratado exclusivo da TV TUPI, chegando inclusive a ter um clip que passava 6 vezes por dia na TV, durante 3 meses. Paralelo a isso, o Recordando o Vale das Maçãs participou regularmente de um dos maiores programas de audiencia na época, “Almoço com as Estrelas”, apresentado por Lolita Rodrigues e Airton Rodrigues.

Em 1982, o grupo lançou o compacto “Sorriso de Verão/Flores na Estrada”, que segue a mesma linha do LP lançado quatro anos antes, agora com o baterista Lourenço Gotti, mas infelizmente a banda não atingiu o sucesso que merecia. A TV TUPI já havia fechado, e o Recordando o Vale das Maçãs passou a gravar especiais para TV Cultura, e participando de programas na Bandeirantes e Globo, com “Sorriso de Verão” levando-os ao primeiro lugar nas rádios (FM) de Santos, onde permaneceram durante 6 meses.

Depois disso, o grupo separou-se. Em 1987, Fernando Pacheco lançou o excelente "Himalaia", que conta com a participação de alguns músicos do RVM no lado A.

Resenha por


Tracks:
1. Ranchos, Filhos e Mulher (3:08) 
2. Besteira (4:05) 
3. Olhar de hum Louco (3:53) 
4. Raio de Sol (6:08) 
5. Como criancas da Nova Floresta (18:10) 
Bonus Tracks: 
6. Sorriso de Verão (3:00) 
7. Flores na Estrada (2:34) Tempo total: 41:04

Musicians:
- Fernando Pacheco / elétricos e acústicos guitarras 
- Miltom Bernardes / bateria (1-5), percussão (1-5), vocal (1-5) 
- L. Gotti / bateria (6-7), percussão (6-7) 
- Eliseu Filho (Lee) / teclados, violino 
- Ronaldo Mesquita (Gui) / baixo Convidados: - Fernando Motta guitarra / acústico em 5,6 - Domingos Mariotti / flauta, chifre digitais - Fernando Ramos / teclados / vocais - Cristina adicionais

Format: flac (tracks + cue) = 304 mb = Torrent
Format: flac (tracks + cue) = 307 mb = Mega
Format: MP3 (320 kbps) = 130 mb = Mega

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Moto Perpétuo - Moto Perpétuo [1974] - Brazil / Brasil

ORIGINAL POST
POSTAGEM ORIGINAL


Os brasileiros do MOTO PERPETUO formaram essa banda em 1973, instigado por Guilherme Arantes (piano e voz) e Cláudio Lucci (violões, violoncelo, violino, vocal). Se conheceram na faculdade de arquitetura e urbanismo. Egydio Conde (guitarra, vocais), Diógenes Burani (percussão e vocal) e Gerson Tatini (baixo, vocais) foram adicionados depois ao line-up, e no início de 1974 eles entraram no estúdio e gravaram o seu auto-intitulado álbum de estréia que foi lançado pouco tempo depois.

Em 1975 Arantes decidiu que preferia se aventurar como artista solo, e fez uma carreira bastante bem sucedida. 

O Moto Perpetuo se desfez. Um breve epílogo de sua carreira veio a ocorrer em 1981, quando três ex-membros realizaram um álbum sob o nome de São Quixote, com Arantes aparecendo como músico convidado. 

Brazilian band of the 70s, the Moto Perpetuo includes some controversy about the discography of the group: only one LP (the 1974) is known to the public, but some (Dolabella as in his "ABZ of Brazilian Rock LPs suggest two more: one in 1969 and another in 1971 by Continental.

The group, after 1974, seems to have gone too far. Despite a visit to the Earl of "Our Daily Sound" and the beginning of the solo career of Arantes in 1976 with an eponymous EP for Som Livre, a core of Perpetual Motion would remain cohesive, launching in 1981 a little known album that many call "the second disc of the Moto Perpetuo". Signed LP as Lucci - Marsol - Tatini - Burani, ie, three former members and a new, Marsol, we "are Quixote," an album that sits between the MPB and the progressive (the excellent first track, is pure Moto Perpetuo).


Tracks:
1. Mal o Sol (2:54)
2. Conto Contigo (2:55)
3. Verde Vertente (3:18)
4. Matinal (4:35)
5. Tr?s e Eu (5:18)
6. N?o Reclamo da Chuva (2:32)
7. Duas (2:18)
8. Sobe (3:19)
9. Seguir Viagem (1:40)
10. Os Jardins (3:01)
11. Turba (6:02)
Total time: 37:52

Musicians:
- Guilherme Arantes / keyboards, lead vocals
- Claudio Lucci / acoustic guitars, electric guitar, cello, vocals
- Egydio Conde / electric guitar, vocals
- Diogenes Burani / percussion, vocals
- Gerson Tatini / bass, vocals

Format: ape (image + cue) = 248 mb = Mega

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Saecula Saeculorum - Saecula Saeculorum [1976] - Brazil / Brasil


Saecula Saeculorum é uma lendária banda de Rock Progressivo que foi criada em 1974, no estado do Minas Gerais. A banda era formada por Giacomo Lombardi (piano e voz), José Audisio (guitarras), Bob Walter (bateria), Edson Plá Vieguas (baixo), Juninho (bateria) e especialmente o renomado violinista Marcus Viana, que depois iria formar o excelente Sagrado Coração da Terra.

Este álbum auto-intitulado foi gravado em 1976 e se trata de um trabalho que segue a a linhagem do Symphonic Rock com tendências clássicas muito fortes. Os maiores destaques são o violino de Marcus Viana e o "great piano" executado com bastante vistuosismo. 

As letras são em português, mas devido a gravação não estar muito nítida desfavorece uma compreensão maior das letras.

O som é de muita personalidade onde é fácil perceber a competência de todos os músicos além é claro das músicas serem muito bem feitas e de muita inspiração. O disco é bem consistente não contendo nenhuma música ruim, é realmente triste que este disco não seja devidamente conhecido dos apreciadores do progressivo porque como está escrito no encarte do cd "o Saecula  foi como ouro debaixo da terra por 20 anos".

Os primeiros minutos começam como se fosse um álbum de MAHAVISHNU ORCHESTRA dá até pra pensar se o cd foi colocado certo.., no leitor de cd (risos). Os violinos são bastante Jazzy. Mas a música entra em um território mais familiar depois de um tempo. A faixa de abertura, a faixa-título não menos, é muito jazzy por causa do violino.

O resto do álbum é muito bonito cheio do espírito do Renascimento, e influenciado por YES e AREA. É pesadamente influenciado pelo compositor clássico Handel, além de bandas como PFM da cena italiana. O som é muito aberto. Os principais instrumentos são o violino, piano, teclados, existem algumas guitarras - segundo o próprio Marcus : "a guitarra era mais forte ao vivo...no disco está por trás...mas é parte fundamental da criação sonora". A boa voz de Marcus Viana é um detalhe a parte, romântica, tranquila e muito bem empostada.

A qualidade da banda é muito boa. Saecula Saeculorum tinha seu próprio estilo. O álbum é curto mas dá conta do recado e certamente com a continuação da banda, muita coisa boa viria a ser realizada.

A banda acabou em 1977 mas ainda chegou a se apresentar num tributo ao bateria Mário Castelo porém com uma formação diferente, mantendo apenas Marcus Viana e Giacomo Lombardi.


Tracks Listing:
1. Saecula Saeculorum (8:05)
2. Acqua Vitae (6:20)
3. Eu Quero Ver O Sol (5:09)
4. Constelacao De Aquarius (3:25)
5. Radio No Peito (5:48)
Total Time: 28:47

Line-up:
- Giacomo Lombardi / piano
- Jose Audisio / guitars
- Bob Walter / drums
- Edson Pla Viegas / bass
- Marcus Viana / violins
- Juninho / bass

Format: ape (image + cue) = 163 mb = Torrent
Format: mp3 (320 kbps) = 68 mb = Narod

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Quaterna Réquiem - Quasimodo [1994] - Brazil / Brasil


Quasímodo foi o segundo álbum de estúdio do Quaterna Requiém, de longe uma das maiores bandas progressivas brasileiras e que curiosamente surgiu no fim dos anos 80, época em que houve uma espécie de ressurgimento do progressivo sinfônico. 

O maior destaque deste álbum é a suíte "Quasímodo", inspirada na obra 'Notre-Dame de Paris' (1831) - mais conhecida como 'O Corcunda de Notre-Dame' - de Victor Hugo. Ela é composta de 7 seqüências, beira quase 40 minutos de duração e há algumas passagens que lembram o 'The Snow Goose' do Camel.

As outras músicas seguem basicamente a mesma linha do álbum anterior, o 'Velha Gravura', que é tão bom (e na minha humilde opinião extremamente superior) que/quanto este aqui, ambos umas das obras-primas progressivas mais importantes produzidas no Brasil.

Elisa Wiermann, como sempre, demonstra talento, precisão, virtuosíssimo e sensibilidade extrema com os teclados. Infelizmente sinto a imensa ausência do violino de Kleber Vogel que se encaixa maravilhosamente no contexto da banda e que retornaria no álbum "O arquiteto" de 2012.


Tracks:
1. Fanfarra (5:33) 
2. Os Reis Malditos(13:07) 
3. Aquintha (6:06) 
4. Irmaos (11:02) 
5. Quasimodo (38:59)
Total Time: 78:47

Musicians:
- Elisa Wierman / keyboards 
- Claudio Dantas / drums, percussions 
+
- Fabio Fernandez / bass and acoustic guitar 
- José Roberto Crivano / electric guitar 
- Sergio Dias / recorder, krumhorn 
- A benecdictine Monk / Gregorian chant (Notre Dame)

Format: mp3 (320 kbps) = 188 mb = Yandex
Format: flac (tracks + cue) = 461 mb = Torrent

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Secos & Molhados - Secos & Molhados [1973] [MINI-LP EDITION] - Brazil / Brasil


Secos & Molhados foi um grupo vocal brasileiro da década de 70 cuja formação clássica consistia de João Ricardo (vocais, violão e harmônica), Ney Matogrosso (vocais) e Gérson Conrad (vocais e violão). João havia criado o nome da banda sozinho em 1970 até juntar-se com as diferentes formações nos anos seguintes.

No começo, as apresentações ousadas, acrescidas de um figurino e uma maquiagem extravagantes, fizeram a banda ganhar imensa notoriedade e reconhecimento, sobretudo por canções como "O Vira", "Sangue Latino", "Assim Assado", "Rosa de Hiroshima", que misturam danças e canções do folclore português como o Vira com críticas à Ditadura Militar e a poesia de Cassiano Ricardo, Vinícius de Moraes, Oswald de Andrade, Fernando Pessoa, e João Apolinário, pai de João Ricardo, com um rock pesado inédito no país, o que a fez se tornar um dos maiores fenômenos musicais do Brasil da época e um dos mais aclamados pela crítica nos dias de hoje.

Seu álbum de estréia, Secos e Molhados I (1973), foi possível graças à tais performances que despertaram interesse nas gravadoras, e projetou o grupo no cenário nacional, vendendo mais de 700 mil cópias no país. Desentendimentos financeiros fizeram essa formação se desintegrar em 1974, ano do Secos e Molhados II, embora João Ricardo tenha prosseguido com a marca em Secos & Molhados III (1978), Secos e Molhados IV (1980), A Volta do Gato Preto (1988), Teatro? (1999) e Memória Velha (2000), enquanto Gérson continuou a tocar sozinho. Do grupo, Ney Matogrosso é o mais bem-sucedido em sua carreira solo, e continua ativo desde Água do Céu Pássaro (1975).

Os Secos & Molhados estão inscritos em uma categoria privilegiada entre as bandas e músicos que levaram o Brasil da bossa nova à Tropicália e então para o rock brasileiro, um estilo que só floresceu expressivamente nos anos 80. Seus dois álbuns de estréia incorporaram elementos novos à MPB, que vai desde a poesia e o glam rock ao rock progressivo, servindo como fundamental referência para uma geração de bandas underground que não aceitavam a MPB como expressão. O grupo continua a ganhar atenção das novas gerações: em 2007, a Rolling Stone Brasil posicionou esse primeiro LP em quinto lugar na sua lista dos 100 maiores discos da música brasileira e em 2008 a Los 250: Essential Albums of All Time Latin Alternative - Rock Iberoamericano o colocou na 97ª posição.

No dia 23 de maio de 1973, o grupo entra no estúdio "Prova" para gravar – em sessões de seis horas ao dia, por quinze dias, em quatro canais – seu primeiro disco, que vendeu mais de 300 mil cópias em apenas dois meses, atingindo um milhão de cópias em pouco tempo.

O primeiro álbum do grupo, foi um sucesso de vendas, e se tornaram um dos maiores fenômenos da música popular brasileira, batendo todos os recordes de vendagens de discos e público. O disco era formado por treze canções que ao ver da crítica, parecem atuais até os dias de hoje. As canções mais executadas foram "Sangue Latino", "O Vira", e "Rosa de Hiroshima". O disco também destaca inúmeras críticas a ditadura militar que estava implantada no Brasil, em canções como o blues alternativo "Primavera nos Dentes" e o rock progressivo "Assim Assado" – esta de forma mais explícita em versos que personificam uma disputa entre socialismo e capitalismo. Até mesmo a capa do disco foi eleita pela Folha de São Paulo como a melhor de todos os tempos de discos brasileiros.
O sucesso do grupo atraiu a atenção da mídia, que convidou-os para várias participações na televisão. As mais relevantes foram os especiais do programa Fantástico, da Rede Globo. Sempre apareciam com maquiagens inusitadas, roupas diferentes sendo uma das primeiras e poucas bandas brasileiras a aderirem ao glam rock.

Em fevereiro de 1974, fizeram um concerto no Maracanãzinho que bateu todos os índices de público jamais visto no Brasil - enquanto o estádio comportava 30 mil pessoas, outras 90 mil ficaram do lado de fora. Também em 1974 o grupo sai em turnê internacional, que segundo Ney Matogrosso, gerou oportunidades de criar uma carreira internacional sólida.



Tracks:
1. Sangue Latino (Joao Ricardo/Paulinho Mendonca) – 2:07
2. O Vira (J. Ricardo/Luli) – 2:12
3. O Patrao Nosso de Cada Dia (J. Ricardo) – 3:19
4. Amor (J. Ricardo/Joao Apolinario) – 2:14
5. Primavera nos Dentes (J. Ricardo/J. Apolinario) – 4:50
6. Assim Assado (J. Ricardo) – 2:58
7. Mulher Barriguda (J. Ricardo/Solano Trindade) – 2:35
8. El Rey (Gerson Conrad/J. Ricardo) – 0:58
9. Rosa de Hiroshima (G. Conrad/Vinicius de Moraes) – 2:00
10. Prece Cosmica (J. Ricardo/Cassiano Ricardo) – 1:57
11. Rondo do Capitão (J. Ricardo/Manuel Bandeira) – 1:01
12. As Andorinhas" (Joao Ricardo/C. Ricardo) – 0:58
13. Fala (J. Ricardo/Luli) – 3:13

Musicians:
- João Ricardo (vocais, violão e harmônica)
- Ney Matogrosso (vocais)
- Gérson Conrad (vocais e violão)
- Marcelo Frias (bateria e percussão)

Format: flac (image + cue) = 302 mb = Torrent
Format: mp3 (320 kbps) = 77 mb =  Yandex

sábado, 10 de maio de 2014

Quaterna Requiem - Velha Gravura [1990] [REMASTERED WITH BONUS TRACKS] - Brazil / Brasil


Na década de 80, embora muitos considerassem o progressivo morto, havia alguns abnegados que ainda insistiam em manter vivo o estilo. Se no exterior as coisas já eram difíceis, no Brasil eram ainda mais. Em 1986, no Rio de Janeiro, com a dissolução do grupo Vitral, dois irmãos, a tecladista Elisa Wiermann e o baterista Cláudio Dantas, ambos de formação clássica, criam o Quaterna Réquiem, que significa "o descanso dos quatro". Após um período de indefinição do som e de mudanças na formação, o grupo se estabiliza com o violinista Kleber Vogel, o guitarrista e violonista Jones Júnior e o baixista Marco Lauria, além dos dois membros fundadores. Com essa formação, o grupo grava, em julho de 1990, o seu primeiro álbum, "Velha gravura", lançado então apenas em vinil. 

O álbum faz grande sucesso dentro da cena progressiva, o que não impede a debandada de alguns membros no ano seguinte: Kleber Vogel, que sai para formar o Kaizen, além de Marco Lauria e Jones Júnior. Três anos depois de seu lançamento em vinil, "Velha gravura" é relançado em CD, com duas faixas-bônus, e desperta novamente o interesse pela banda. Misturando a música de câmara com o progressivo, com muita semelhança em relação aos maravilhoso álbuns clássicos lançados na Itália na década de 70.

"Velha gravura" é considerado por muitos como o melhor álbum do progressivo brasileiro, um disco belíssimo, daqueles de levar às lágrimas. Desde "Ramoniana", que abre o disco de maneira singela e que conta com a participação do flautista Roberto Meyer, até a triste "Elegia", que o encerra, só há clássicos no álbum. O entrosamento entre os teclados de Elisa (diga-se de passagem uma das maiores, senão a maior tecladista brasileira) e o violino de Kléber é perfeito, reforçado pela cozinha competente e por partes de guitarra e violão de extremo bom gosto, o que faz com que o disco seja obrigatório em qualquer coleção de progressivo que se preze.

Extremamente recomendado e imperdível !!!

Release / Label:
Faunus Records ‎– FCD-01 - Brazil, 1992


Tracks:
1. Ramoniana (6:20) 
2. Aquartha (5:04) 
3. Velha Gravura (12:17) 
4. Tempestade (10:13) 
5. Madrugada (10:32) 
6. Toccata (6:00) 
Bonus tracks:
7. Cárceres (3:34) 
8. Elegia (4:43)
Total Time: 58:43

Musicians:
- Cláudio Dantas / drums, percussion 
- Jones Júnior / guitars 
- Marco Lauria / bass 
- Kleber Vogel / violin 
- Elisa Wiermann / keyboards & arrangements 
+
- Roberto Meyer / flutes (1) 
- Adauto Vilarinho / oboe (1)

Format: flac (tracks + cue) = 308 mb = Yandex / Depositfiles / pass = makina
Format: mp3 (128 kbps) = 54 mb =  Yandex / Depositfiles / pass = makina

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A Bolha - Um Passo a Frente [1973] - Brazil / Brasil


Um passo a frente, é o primeiro dos dois discos que a banda carioca 'A Bolha' lançaria na década de 70. Realizado em 1973, o trabalho não é propriamente progressivo, dado algumas de suas faixas tendem para o rock básico Stones e o hard rock e, portanto acaba por não ter um estilo hermético e bem definido.Um passo a frente (9:05) e a Esfera (10:00), By my friend (6:00) representam a face progressiva do trabalho. São músicas com variações rítmicas convencionais, boas passagens dos teclados, contando com o apoio de músicos de estúdio gabaritados como Luis Eça, nos teclados, Íon Muniz, flauta e sax e Thomas Improta) . As timbragens de teclados ficam por conta do Hammond B3 , Farfisa e do piano Rhodes instrumentos padrão para a época. As passagens instrumentais são muito interessantes e os músicos são de bom padrão notando-se a influencia de Mutantes, Pink Floyd,da época do Aton Heart Mother, Obscured by Clouds e Meedle, e como não poderia deixar de ser Beatles. Entretanto, as letras são medíocres. (coisas do tipo: "um passo à frente.. não olhe pra trás..") como se pudéssemos substituir : "se você pensar duas vezes.. Não olhe para trás.. se você pensar três vezes.. verá que é tarde demais..." "Quem espera nunca alcança" e outras bobagens lingüísticas comuns em letras progressivas, etéreas e sem sentido como todo o resto do disco. Cantado em português a qualidade do vocal não compromete, mas também não chama a atenção do ouvinte. É nítida a valorização do instrumental.
No CD, há duas faixas adicionais de uma fase pré-lançamento do álbum, de 1972, como single : Sem Nada e 18:30, cuja característica é ser hard rock com influencia de Led Zepellin demonstrando claramente que a banda ainda não tinha uma identidade formada.



Tracklist:
1. Um Passo a Frente (Renato Ladeira, Gustavo Schroeter, Pedro Lima, Lincoln Bittencourt) (9:10)
2. Razão de Existir (Pedro Lima) (4:39)
3. Bye My Friend (Pedro Lima) (2:59)
4. Epitáfio (Pedro Lima) (6:06)
5. Tempos Constantes (Pedro Lima) (5:38)
6. A Esfera (Pedro Lima) (3:42)
7. Neste Rock Forever (Pedro Lima) (10:07)
8. Sem Nada [*] (Pedro Lima) (3:48)
9. 18.30 (Pedro Lima) (5:31)
Total Time: 51:05

Line-up:
Luíz Eça (Piano (Electric)
Mauricio Maestro (Piano)
Tomás Improta (Piano)
Ion Muniz (Flute,Saxophone)
Renato Ladeira (Guitar, Organ Hammond, Vocals, Farfisa Organ)
Arnaldo Brandão (Vocals, Baixo)
Gustavo Schroeter (Vocals, Bateria)
Pedro Lima (Guitar Acoustic, Piano, Vocals)
Lincoln Bittencourt (Vocals, Baixo)

Format: mp3 (320kbps) = 125 mb = Depositfiles

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Aether - Inner Voyages Between Our Shadows [2002] - Brazil / Brasil


O CD é composto de seis músicas (cada uma delas dividida em partes) sendo que cada uma das seis conta uma história diferente. Os assuntos abordados são: vida e morte, o desconhecido e viagens interiores, o perdão, transcendência, filhos, arte, filosofia e questionamentos individuais. Há ainda uma regravação do clássico A Night on Bald Mountain (Uma Noite em Monte Calvo), baseada no tema original de Mussorgsky e na adaptação feita pela banda Fireballet. Vendo o disco como um todo, observamos que trata-se de uma obra conceitual, onde cada música aborda um valor diferente, sequenciando os valores do ser humano. Musicalmente falando, percebemos que cada músico imprime a sua marca na banda. A guitarra alterna timbres sintetizados e regulares (com um estilo a la Hackett em alguns momentos) , a bateria é quebrada e "reta" nos momentos certos, o baixo constante em todo o disco dando vida à "cozinha", os teclados sinfônicos permeados de solos analógicos e os violinos elétricos/acústicos e vocais de apoio femininos ocasionais completam a mistura fervente do Aether. Impossível não se levar pelas melodias e poesias apaixonantes de Prayer for a New Meeting e Scenes from a Wondering Beyond. Ambas, juntamente com a leve marilliana Forgiveness são os destaques do CD. São músicas que aliam melodias simples à complexidade harmônica das composições. As faixas instrumentais também são um destaque à parte e irão consquistar o ouvinte logo na primeira audição. Complete o banquete musical com uma produção de estúdio perfeita e uma poesia belíssima. Para você ter uma idéia da importância da poesia neste trabalho, convido-o(a) a fazer um teste: ouça o disco sem ler/ver o encarte. Depois faça-o acompanhando as letras e ilustrações e se possível leia os comentários sobre cada música no site da banda também antes de ouvir o CD. A diferença é impressionante. Nunca vi um disco de rock progressivo brasileiro que tenha conseguido aliar tão poderosamente poesia e música de forma perfeita como o Aether fez neste CD.Tracks Listing:

Track Listing:
1. Prayer for a New Meeting (14:00)
2. The Gate (9:15)
3. Forgiveness (11:36)
4. Scenes of Wondering Beyond (12:06)
5. Babel Tower (7:26)
6. A Night on Bald Mountain (19:29)
Total Time: 73:51

Line-up:
- Alberto Curi / keyboards, lead & backing vocals
- Vinicius Brazil / acoustic & electric guitars, synthesizers guitars controllers
- Fernando Carvalho / 4 & 5 strings basses
- Mario Leme / drums & percussions

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Format: ape (image + cue) = 450 mb = Torrent
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Bacamarte - Depois Do Fim [1983] [REMASTERED + BONUS TRACK] - Brazil / Brasil


Bacamarte foi uma banda de rock progressivo brasileira formada em 1974 por três colegas do Colégio Marista São José no Rio de Janeiro, mas sofreu várias mudanças em sua formação. Apresentaram-se no programa Rock Concert, da TV Globo. Gravaram uma fita demo, que não conseguiu aprovação das gravadoras. Em 1982 o grupo conseguiu destaque, com o surgimento da rádio Fluminense FM e sua política de divulgar bandas novas, lançando no ano seguinte o álbum Depois do Fim, que é considerado um dos melhores álbuns do rock progressivo brasileiro. Apesar de ter sido gravado na década de 80, já época do rock neoprogressivo, o álbum possui características marcantes da década de 70, primeira fase do gênero. 

Algumas faixas são instrumentais ao passo que outras apresentam alguns trechos com vocais em português, com influências de bandas como Renaissance e Curved Air. É considerado como um dos melhores do rock progressivo. O site Progarchives (especializado em Rock Progressivo) lista o álbum Depois do Fim do Bacamarte como um dos melhores álbuns do género juntamente com as mais expressivas criações das principais bandas do gênero, como Pink Floyd, Jethro Tull, Yes, Genesis. O sucesso, que tornou o grupo consagrado na Europa e Japão, não impediu o fim da banda em 1984.
A banda é geralmente citada por ter lançado a carreira solo de Jane Duboc. 

Em 1990 o guitarrista Mário Neto lançou o álbum Sete Cidades com o codinome Bacamarte.


Tracklist:
1.    "UFO" (Mario Neto) 6:26
2.    "Smog Alado" (Mario Neto) 4:11
3.    "Miragem" (Mario Neto) 4:54
4.    "Pássaro De Luz" (Mario Neto) 2:28
5.    "Caño" (Marcus Moura) 1:59
6.    "Último Entardecer" (Mario Neto, Sergio Villarim) 9:29
7.    "Controvérsia" (Delto Simas, Marco Veríssimo) 1:57
8.    "Depois do Fim" (Mario Neto) 6:31
9.    "Mirante das Estrelas" (Mario Neto) 6:11 [bonus track]

Line Up:
•    Jane Duboc - vocal
•    Mario Neto - violão e guitarra
•    Marcus Moura - flauta e acordeão
•    Mr. Paul - percussão
•    Delto Simas - baixo
•    Marco Verissimo - bateria
•    Sergio Villarim - teclado

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Format: ape (image + cue) = 290 mb = Yandex
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domingo, 9 de março de 2014

Aether - Visions [2000] - Brasil

POSTAGEM ORGINIAL / ORIGINAL POST


Out of Brazil comes a new band called AETHER. They are playing a progressive rock that is a mix between CAMEL, Classical & New Age Music, Mike OLDFIELD, PINK FLOYD, UK and Rick WAKEMAN. The musicians are good although the drum sound sometimes reminds of a drum machine. The songs are often very beautiful, dreamy and "floating". There are a lot of different sounds: children playing, ocean-waves against the shores, birds singing etc., and together with the music it creates atmospheric soundscapes. My favorite tracks are "A New Bright Day", "Kings & Knights", "November" and "The Lake". Overall it's a very beautiful and relaxing CD that I think many would enjoy if they got the chance to hear it.
Greger Rönnqvist

Excellent Brazillian classic symphonic progressive rock with rich melodies and great instrumentation throughout. "Visions" is apparently an album made up of songs dating back over 20 years from AETHER's past all newly recorded and for the first time available on CD! Although the vast majority of the album is instrumental in nature, a couple of tracks do contain the excellent vocals of Alberto Curi. Songs are well written and played with a high degree of professionalism with some real nice guitar and keyboard performances. Although "Visions" is made up of shorter numbers in the 5 minute range, it includes a mini epic 6 part suite called the "Altenburg Suite" which is the center piece of the album. This number would make a great movie soundtrack in my opinion being so full or orchestration. In fact the album is really divided in 2 with the first half being slightly more electric and the second half much more orchestral. "Visions" is very well recorded sounding simply delicious with a wide dynamic sound and is clearly destined to be a classic
James Unger

The brazilian Camel has finally arrived!
Usually, when you talk about the major progressive rock acts from the 70's, some bands just seem to be, somehow, forgotten by people, just because they didn't have a flying piano during their live performances or because they didn't sold millions and millions of album or because they didn't have hundreds of copycats back in the days. Camel is one of those bands.
Although that may be true around the world, at least in this part of the Equator Camel is a fairly popular band among progheads and had surely been influential in this sunny land, as Aether can attest with their releases so far. In their debut, the band Aether shows us that they are heavily influenced my Camel's music in many aspects, from being mostly instrumental, to the type of singing (almost monophonic) and to the ethereal guitars and synthesizers. Also, in some degree, they seem to have some Floydian influence as well. However, unlike other modern bands who look to the 70's prog acts for inspiration, their music do not sound derivative.
There is, however, one big problem with this album: some songs sound way too generic. Don't get me wrong, the album is, overall, great, but some songs just sound like the generic 90's prog, like the songs Whales and November. Maybe that happened because they intended to make a broad approach, experimenting and trying the different aspects of their music instead of focusing in just some chosen few. That may be it, because this debut lack some focus, it seems to be everywhere.
The highlights go to: Millenium, Autumn, Kings & Knights, The Altenburg Suite and The Woods.
Grade and Final Thoughts
Being one of many prog bands that came to life in the 90's in Brazil, Aether was able to deliver a solid debut with great overall quality, but still a bit raw and lacking focus. That would be fixed in their next release, but that is another story. For a very good release like this one, i think 4 stars is a fitting grade.
Caio "Dot" César

Tracklist:
1. Millennium
2. Autumn
3. Whales
4. A Bright New Day
5. Trinidade Island
6. Kings & Knights
7. November
8. Altenburg Suite -The Arrival at the Castle
9. Altenburg Suite - Voices from the Past
10. Altenburg Suite - The Birth of a Morning
11. Altenburg Suite - The Sun of the Tower
12. Altenburg Suite - The Lake
13. Altenburg Suite - Essence of Freedom
14. The Woods
15. The Ocean
Total Time: 53:48

Personnel:
- Alberto Curi / keyboards & vocals
- Vinicius Brazil / acoustic, electric & synth guitars
- Fernando Carvalho / electric & synth basses
- Brandon Ramos / drums
Special Guest Musicians:
Eduardo Campos / piano solo and organ on "Essence Of Freedom"
Glauco Fernandes / violin solo on "The Lake" and "The Woods"

Format: flac (tracks + cue) =  341 Mb =  Mega

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